<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247</id><updated>2012-01-24T17:34:37.195Z</updated><category term='viagens'/><category term='rotas'/><category term='trilhos'/><category term='Gó'/><title type='text'>Vagão R</title><subtitle type='html'>"The only way of catching a train I have ever discovered is to miss the train before."
Chesterton (1874 -1936)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>652</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-5324688748206256585</id><published>2012-01-23T18:05:00.007Z</published><updated>2012-01-24T17:34:37.205Z</updated><title type='text'>politicamente incorrectos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fazer política em Portugal é, por estes dias, usar os media como um qualquer momento de terapia em grupo - veja-se o nosso PR e PM, dois bons exemplos desse desabafanço colectivo em directo que inunda as manchetes e as conversas dos mais incautos espectadores da cena política nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O PM aconselha os jovens portugueses a trocarem de país - quase somos levados a acreditar que a recente chegada de capital chinês, levou o ilustre senhor a aconselhar os jovens a impulsionar cá esse maravilhoso modelo económico que assenta na exportação de população. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É bom exportar, senhor primeiro ministro, bem o sabemos. Agora não é bom passar um visto de saída a camadas da população como se isso fosse um "brinder", como se diz por aí, daqueles que se oferecem numa qualquer grande superfície. Ser-se português, gostar de ficar em Portugal não devia ser uma questão de oportunidade - se queremos que se exalte o amor ao que é nosso, devemos começar por arranjar lugar aqui para aqueles que, por gostarem um bocadinho disto (parecendo masoquismo, às vezes), serão os mais empenhados em levar isto para a frente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falar com pessoas, falar-lhes de uma realidade que elas conhecem e sofrem na pele, mais do que qualquer político por elas mandatado, não pode ser uma laracha lançada como verdade universal e inelutável por um conjunto de pessoas que, há uns bons meses atrás, enchiam directos com um tom ligeiramente mais inflamado com slogans em jeito de parangonas com cores de néon-esperança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sabe, Sr PM, por aqui gosta-se de arrojo, gosta-se de um Estado mais magro, sem que a magreza lhe roube as forças para fiscalizar e punir abusos calóricos cometidos em ilhas quentes off-shore e demais episódios assustadores que nos temos vindo a habituar a ver como sinais da suposta modernidade, como suposto produto da vocação reformista que tem caracterizado boa parte dos últimos tempos da democracia em Portugal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os políticos podem, hoje, parecer dandies - fica bem um fato bem cortado e uma gravata que não pareça vinda de uma ida a banhos, mas de clorofórmio. No entanto, não podem esquecer-se que devem, mais do que tudo, mobilizar o colectivo e não desancar forte e feio em tudo quanto seja réstia de esperança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fazer política não é ter uma conversa de café com os cidadãos - essa massa informe que escuta os discursos políticos são pessoas - e as pessoas são tramadas, Sr. PM. A cidadania faz-se, saiba-o o senhor, dessa coisa etérea e inefável chamada esperança. Sem esperança é como se o futuro fosse roubado do contínuo do tempo. E isso não é bom. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Explicar as coisas às pessoas é dizer-lhes que os sacrifícios, mais do que necessários, servem o propósito de tornar as coisas melhores, com mais sentido - esse que é o de, no fim de contas, ter cidadãos bem servidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se pode ter Serviços Secretos como uma espécie de força oculta, desgovernada e que ninguém sabe a quantas anda e, pior, a mando de quem. Não se pode ter a Maçonaria como um hobby de alguns como um fantasma nas decisões que afectam todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os políticos correm o risco de perder o apoio, quando a sua legitimdade periga - e, num pântano desgovernado, o tom errado ou uma frase despropositada, podem ser o rastilho que anuncia o princípio do fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em Belém mora esse Presidente-do-tacho-ao-lume, o Sr. Silva - os seus mandatos têm oscilado entre o papel de chefia do Estado e o de um qualquer idoso a desfiar queixumes numa tarde soalheira, num banco de jardim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se governa dia sim, dia não, sr. PR. A governação é uma coisa dinâmica que não se faz apenas quando o betão ajuda a firmar um percurso político. Aliás, Sr. PR, se já não tem o betão, a retórica foi uma coisa que nunca teve como aprendida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, ultimamente, mais se não vê que larachas - sim, larachas sobre vacas que sorriem, larachas pseudo-motivadoras no discurso de Natal a uma Nação que definha, larachas sobre como é heróico optar pelas reformas que acumulou do tempo em que as vacas eram gordas, mas só sorriam a alguns. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cavaco tem sido uma decepção - mudar o país não faz parte da sua agenda e, verdade se diga, a inacção não pode ser justificada com uma literal leitura das competências que lhe cabem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nenhuma Constituição proibe ou diz como não se deve cair num discurso demagógico e ridículo. O pior de tudo, bem vistas as coisas, é pensar que o seu tom é sincero - quem o ouve pensa, afinal, que os sacríficios são só maus quando lhe doem e que o estoicismo que pede a uns é missão que não é sua. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois Governar, se é de legitimidade que falamos, é renovar essa mesma legitimidade a cada momento -ela não nasce de um qualquer método electivo e fica por aí. Os media servem para muita coisa má, mas tornam a demagogia numa coisa flagrante e ruinosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O politicamente correcto não é bom, mas o politicamente incorrecto - essa incorrecção descarada do queixume mimado é uma coisa feia de quem só parece saber governar quando tudo são sorrisos - os das vacas e não só. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A adversidade é um teste à eficácia das soluções e dos sistemas, mas também, isso sim, uma forma de nós portugueses deixarmos de ser como "vacas a olhar para um palácio (de S.Bento ou Belém)" e começarmos a mostrar que, em tempos como estes, as vacas magras não estão para sorrisos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ainda bem.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-5324688748206256585?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/5324688748206256585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=5324688748206256585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5324688748206256585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5324688748206256585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2012/01/politicamente-incorrectos.html' title='politicamente incorrectos.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4581596231768555640</id><published>2012-01-21T20:07:00.000Z</published><updated>2012-01-21T20:07:26.432Z</updated><title type='text'>martha marcy may marlene.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/0_k3wCsOgqk?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4581596231768555640?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4581596231768555640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4581596231768555640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4581596231768555640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4581596231768555640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2012/01/martha-marcy-may-marlene.html' title='martha marcy may marlene.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/0_k3wCsOgqk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-6729722456920404318</id><published>2012-01-18T22:47:00.003Z</published><updated>2012-01-18T23:44:58.664Z</updated><title type='text'>parabéns, Avó.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nasceste para mim como a minha própria vida. Desconfio que o meu sangue já te trazia nesse eco que nos puxa de encontro ao mundo pela primeira vez. Recordo-te no fundo de todas as coisas - o traço fino do teu carácter a acentuar a beleza, a amparar a dureza, a compensar desaires, a consertar o desalento com esse discurso inteligente e luminoso que herdaste das paredes da casa que te fez e que permanece na casa que tu és, sempre, para os que te faltam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falamos os dois com esse despudor que nos fez sempre cúmplices - ouço-te para me maravilhar com essa inteligência que fica presa nas palavras que me envias, para me orgulhar do sentido que puseste na tua vida - nesse caminho em que a tua vontade foi sempre um lugar de aconchego para todos nós. Os teus desejos, como o teu nome, têm sempre aqueles a quem mais queres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;És para mim uma espécie de vício - sempre o foste, com esse azul brilhante dos teus olhos como um altar de luz, como um cristal fino e delicado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje foste ver o mar - o mar que descobriste cedo na infância e que sempre procuraste para te brindar com calma e esperança e para ouvires o silêncio que a luz leva no colo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Celebras hoje a tua vida - eu, enquanto partilhas na mesa do chá as memórias que te alimentam, reparo que a minha vida se confunde com a tua voz pelos corredores, com a minha memória de ti a cuidares das inúmeras flores no jardim, contigo a desejar entrar nas nossas vidas e viver nos tempos de hoje. Contigo mais feliz porque me tinhas para ir ver os pássaros, para voltar contigo ao espaço da tua infância, para caminhar nos tempos das férias na praia com o teu braço preso no meu. Admiro-te com essa força que se expande até ao limite dos ossos e nos faz conhecer uma outra escala para os afectos e as memórias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rio-me contigo - conto-te coisas que me ficaram do que passou, falo do avô e prometo-te caminhar sempre de braço dado com o vosso exemplo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ter-te conhecido - saber-te por dentro, ter testemunhado essa avalanche de força, de perspicácia, de valores feitos rocha dentro de ti, emprestou à minha vida um céu mais alto, um sol maior e uma noite mais curta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fez de mim um elo nesta cadeia de pessoas que vive debaixo desse abrigo que são os afectos que o tempo não pode apagar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falamos do teu pai e da tua mãe, dos teus avós, dos teus tempos de colégio e dessa casa cheia de gente que te brindou com carinho e sorrisos francos e abertos e te despertou o peito para os seus exemplos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa atenção extrema aos teus - és uma artífice da memória - e contigo aprendi esse vício de aperfeiçoar o retrato daqueles que subsistem em nós como que a provar que os afectos são o testemunho da nossa vocação e chamamento para a eternidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Espero que o teu nome esteja sempre perto do meu - pensa na minha vida como uma longa missiva a ti dirigida, um eco de mim que te chegará sempre onde quer que estejas. Só assim me sinto ser eu - a pessoa que baptizaste com a luz dos teus olhos e a certeza de que virias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foste uma companheira - para mim e para todos a quem abriste o teu coração. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei que lugar me deste nele - e que lugar se tornou a minha vida depois disso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Retribuo-te com a certeza que a minha vida seria maior, se desse metade dela para poderes viver outra vida comigo - tudo do ínicio, tudo outra vez - essa descoberta do que trazes cozido na carne para, no fim de tudo, saber que os nossos nomes moram juntos nessas casas que, eu e tu, nos tornamos para a nossa história. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parabéns, &lt;em&gt;Vovó&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-6729722456920404318?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/6729722456920404318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=6729722456920404318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6729722456920404318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6729722456920404318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2012/01/parabens-avo.html' title='parabéns, Avó.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7309419954400099346</id><published>2012-01-13T20:11:00.000Z</published><updated>2012-01-13T20:11:50.901Z</updated><title type='text'>pj harvey_ the last living rose.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/CWBrWhrKchQ?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7309419954400099346?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7309419954400099346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7309419954400099346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7309419954400099346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7309419954400099346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2012/01/pj-harvey-last-living-rose.html' title='pj harvey_ the last living rose.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/CWBrWhrKchQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-787709020390334085</id><published>2012-01-13T20:08:00.002Z</published><updated>2012-01-13T20:09:31.136Z</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bpmzKewrn6o/TxCPdPhcC8I/AAAAAAAAA50/m1esCliS0tU/s1600/379852_10150970476630117_859350116_21612643_162753602_n%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" 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rodrigues (com Júlio Resende)_you don't know what love is.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/WxhuGOqV3q8?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2697747785090123370?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2697747785090123370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2697747785090123370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2697747785090123370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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wine_each coming night.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/viXMXo1aG-Q?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-5821953621997290004?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/5821953621997290004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=5821953621997290004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5821953621997290004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5821953621997290004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2012/01/iron-wineeach-coming-night.html' title='iron &amp; wine_each coming night.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/viXMXo1aG-Q/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8781093383213156797</id><published>2012-01-07T22:55:00.001Z</published><updated>2012-01-07T22:55:35.060Z</updated><title type='text'>the tallest man on earth_love is all.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/rvWstzEUTfU?fs=1" 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man on earth_love is all.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rvWstzEUTfU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2375030606718378124</id><published>2012-01-04T12:26:00.000Z</published><updated>2012-01-04T12:26:09.932Z</updated><title type='text'>metronomy_the look.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/sFrNsSnk8GM?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sFrNsSnk8GM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-3108519093113420956</id><published>2011-12-25T01:01:00.000Z</published><updated>2011-12-25T01:01:08.978Z</updated><title type='text'>the killers_don't shoot me santa.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/cglLJJ0Czo8?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/cglLJJ0Czo8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2714547593953058541</id><published>2011-12-25T00:59:00.000Z</published><updated>2011-12-25T00:59:52.969Z</updated><title type='text'>Will the Last Dictator Standing please turn the lights out?</title><content type='html'>&lt;iframe height="344" src="http://www.youtube.com/embed/tbap1wt6OwQ?fs=1" frameborder="0" width="459" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/tbap1wt6OwQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-489338834756639821</id><published>2011-12-22T03:08:00.004Z</published><updated>2011-12-22T04:09:26.394Z</updated><title type='text'>das coisas simples.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca houve Natal sem a nossa Gó - a Gó dos doces, das travessas imensas e saborosas, das mesas bem postas, do sorriso doce e olhar iluminado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca houve Natal sem as suas mãos mergulhadas com carinho nas receitas, na azáfama de encenar o espectáculo dessas noites longas e felizes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca houve vida feliz sem o condão dos seus braços sempre abertos, da promessa que guardou no peito - essa que a põe feliz quando reencontra a minha avó. São como duas amigas - "minha senhora" é a forma da Gó guardar o seu lugar, esse que é só dela, esse que lhe diz onde pertence que é no meio de nós, sorridente e de olhar matreiro e bondoso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todos sentados numa mesa - eu, encantado por a ouvir falar desse tempo em que aquela começou a ser a sua casa - a casa onde, mais tarde, corri pelos corredores a chamar por ela, pelos meus avós, pela minha família onde ela firmou lugar bem fundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este tempo é o tempo das mesas preparadas com carinho, da cumplicidade com que desabafamos as nossas coisas como dois bons amigos - vejo que fica feliz quando lhe falo com a paixão que nutro presa no eco das palavras e na acalmia do corpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chegam as suas irmãs - um colégio de mulheres gratas, humildes e bondosas. Todas sorriem quando nos vêem na mesa - sabem há muito do amor que lhe guardamos, à nossa Gó das missas a um Deus bondoso e de braços enormes e afago terno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A saudade que lhe tenho nunca morre - guardo- a como uma espécie de prova da resistência das coisas, da sinceridade dos afectos e da firmeza da lealdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo muito simples - aquelas mulheres unidas desde um tempo que principiou antes de mim, as saudades que guardam uma da outra, o chá que bebem, gracejando ao lembrar o tempo que foi o da conquista, da luta, das crianças, da criação desse laço imaterial maior do que a vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vivo para guardar isto cá dentro - agradecer a tempo, abraçar a tempo, rir a tempo e descobrir o prazer imenso dessas coisas simples que uma tarde todos juntos nos pode dar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Gó sabe do amor que tenho pelos meus avós - viu-o, acarinhou-o e orgulhou-se de nós, sempre. E sabe aquele que guardo por ela - a minha família é também ela com o seu carácter erguido de grandes pedras, da fé que a move de encontro a mim e ao A.. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sei que reza por mim, que nos reclama como um pouco seus também, sabendo que nunca a deixaremos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Observar e sentir que a vida só pode ser isto - o bailado quente de um chá, a minha família por perto, rir com vontade ao saber que os meus lhe iluminam o olhar como se fossem os dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não conheço maior exemplo de gratidão, de fé como um véu de luz quente que nos faz o abrigo uns dos outros no caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este é o tempo dela - o que nós somos não acontece da mesma forma, se ela não estiver por perto, se não lhe apanhar no olhar esse sorriso que me envia sob a forma dessa certeza doce de que fica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nunca houve um Natal sem a nossa Gó - a Gó das conversas pela noite fora sobre a infância do meu pai, o meu avô, a minha avó e a minha mãe e o A. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nunca houve vida sem ela - sem esse bocado mais que conseguimos ser só porque a temos, porque nos guarda com o verde dos seus olhos e os desejos sinceros do seu coração. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O tempo melhor da minha vida é este - o que passo com as pessoas que me dão forma e espessura aos dias, que me fizeram nutrir pela vida um fascínio que nasceu de termos partilhado todos o caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enquanto a tarde passa, descubro que não saberei nunca viver sem isso - sem essa sensação de encantamento, de fascínio, de gratidão e felicidade que me nasce de ter essas pessoas, cuja missão foi tão maior, tão luminosa, mas humilde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O chá, os doces, as palavras, os nomes que pronunciamos juntos - é uma canção antiga que os nossos corações aprenderam depois da valsa constante de tardes, de dias e de uma vida toda vivida para isto - as coisas simples, as maiores e as mais puras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não há tempo melhor do que aquele que não queremos que acabe - sabe-nos bem a vida como um caminho que nunca foi solitário, que nunca foi da solidão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há bocados de luz na nossa vida - pessoas que nos aquecem e nos embalam o peito com o ritmo constante do que são e do que fazem por nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O tempo das gargalhadas, das tardes quentes em que se matavam galinhas e eu e o A. as queríamos ver sem cabeça, as tardes no jardim em flor depois de lanches abundantes e correrias de criança. O tempo em que  as pessoas nos começavam a viciar nessa forma leve e inconsciente de cumprir hábitos, de repisar lugares, de não esquecer nomes nem gestos, de acariciar a memória e o poder consolador que esta transporta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O poder não serve para afastar as pessoas - serve para as unir num qualquer desígnio comum, para as fazer sublimar a circunstância e caminhar juntas numa direcção idêntica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Reencontro esse Deus bondoso na felicidade com que a minha avó se apressa a abraçar a Gó, na rapidez com que as duas percorrem a nossa história, lembrando-se, cada uma, sempre, das qualidades e gestos da outra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O tempo na minha vida será sempre este - o da roupa branca estendida sobre um dia quente - um lençol de luz que esvoaça, enquanto corro: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"- Gó!" &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Acabo por encontrá-la sempre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"- Estou aqui, menino, estou aqui."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E voltará sempre o tempo em que a minha família se abriu para acolher aquela que fez dela um lugar mais bonito para morar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-489338834756639821?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/489338834756639821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=489338834756639821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/489338834756639821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/489338834756639821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/12/das-coisas-simples.html' title='das coisas simples.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2225427037711801485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2225427037711801485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2225427037711801485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/12/away-we-gosam-mendes_21.html' title='away we go_sam mendes.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/dEp3NKG2U5U/default.jpg' height='72' 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A janela da vossa juventude, os caminhos que nunca vos separaram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As vossas casas - em pequenino o avô sentado à lareira com a mãe nesses Invernos de frio que estalava os ossos e adornava o tecto do mundo de uma luz pálida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tu envolta numa massa e bulício de feitios, génios e gestos que te fizeram inteira porque te sentiste desejada. Passo perto dos campos e ouço a espessura do silêncio e como a vida soa diferente ali. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fui para te ver, avô - vejo-vos sempre melhor dessa moldura de felicidade que resgato nas pedras das fachadas, no musgo dos muros, no fumo das chaminés e nos rostos dessas pessoas que forjaram uma aliança com o trabalho e essa vida sem atenuações ou desculpas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei que sentem a tua falta - falam-me de ti e não consigo deixar de sentir esse orgulho que vive em mim por te ter tido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Espreito pela janela - essa em que imagino, avô, que a tua mãe te segurou nos braços, em que o mundo era da pedra das convicções, das palavras, dos compromissos, dessa ambição luminosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tu e os teus irmãos que corriam pela casa, que já divergiam para sempre se saberem feitos do mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sento-me no meio do verde - imagino que amor foi o teu pela avó - esse que te pôs nas linhas que lhe ofereceste o tom da promessa que deixaste realizada no peito dela e no nosso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apetece-me ficar aqui - mais perto de ti, mais perto dessa simplicidade feita de sorrisos, de gentileza e gente simples. Apetece-me ser como tu no meio deles e acabar como tu nos olhos deles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembram-se de mim - dizem que corria para ti e para a avó (enquanto falam, ainda corro.) e que passava as tardes feliz enquanto observava os gestos, a gama ampla de cores que cabiam num fim de dia, enquanto ouvia a avó desfiar as vossas memórias como certezas de ferro que a agarram, ainda hoje, à vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um lugar onde esse fanatismo que tenho por vocês não morre - esse, onde ele começou assente na saudade que veio antes da ausência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre a saudade, antes de tudo, no nome de tudo, no início de tudo. Surpreende-se a grandeza do amor nesse absoluto desejo de prolongamento de umas coisas sobre as outras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino a avó quando passeava no descapotável do irmão mais velho, escutava os conselhos da mãe e amava o pai com um amor que chega para me contagiar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino, avô, o teu pai com ideias do tempo de hoje - apaixonado pelos ideais, pelos filhos, pela luta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino todas as coisas que soube pela vossa voz - vou ali para as ouvir melhor, outra vez, de perto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gosto da educação sem medo que tiveram, desse espaço de liberdade que vos ensaiou no peito desejos que só nascem da liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino essas mesas repletas de vozes alegres, de gente que adora as palavras e ensaia o amor ao som delas, como uma música que tocasse num gira discos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passo nas ruas, nas casas, nos campos e sinto-me bem no ventre da memória - o frio do Inverno não tolhe essa sensação de que o nosso corpo e a nossa história nos serve, nos retrata, nos redime e nos enaltece. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vou, avô, para te dizer do medo que trago ao saber que, como tu, a avó nunca me vai chegar, que já me falta antes das fintas da vida. Vou porque vivo a saber onde pertenço, a relembrar esse exemplo que foram para mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sentado no meio do verde, o silêncio traz o teu nome no colo. Atrás dele, com o passo ligeiro de felicidade, correm duas crianças que trazem no rosto essa luz que anuncia a felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vou para ver isso, para te dizer que a avó continua a ter alguém que se lembra de ti com ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;São boas as nossas tardes - quase que parece que chegas para te juntar a nós de novo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, com isso, essa matéria espessa que é o amor bordado nas bordas das palavras, chamo por ti - e, de alguma maneira, a tua voz chega até mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4775780168608214371?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4775780168608214371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4775780168608214371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4775780168608214371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4775780168608214371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/12/ao-longe-o-verde.html' title='Ao longe, o verde.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8508358285067365487</id><published>2011-12-02T01:32:00.000Z</published><updated>2011-12-02T01:32:30.930Z</updated><title type='text'>a dangerous method.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/TZ1pgfSf06I?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8508358285067365487?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8508358285067365487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8508358285067365487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8508358285067365487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8508358285067365487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/12/dangerous-method.html' title='a dangerous method.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/TZ1pgfSf06I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2651136449383371907</id><published>2011-12-01T15:44:00.002Z</published><updated>2011-12-01T16:25:47.344Z</updated><title type='text'>Avó,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"-Meu pequenino queres vir lanchar comigo?" - a tua voz depois de ter medo que ela não me soasse dentro do ouvido, direita ao coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cheguei e já tinhas mandado preparar a mesa - o chá que ainda soltava um bafo quente (como o teu nome e a tua lembrança) e os doces da quinta feitos "dos mimos", como dizes, da terra que é nossa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Percorro o caminho até tua casa com o frio a arrepiar-me a pele e o passo apressado de quem corre a saber que o tempo não chega, que o amor é essa espécie de filme a meio que apanhamos - ao amor chega-se sempre atrasado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fico em silêncio a observar-te - sei que há um vício meu de te decorar as palavras, de gravar a tua voz para a fazer soar dentro de mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tive contigo mais uma dessas conversas que nos tornaram dois bons amigos, dois cúmplices - a minha admiração por ti como a bandeira que ergo com a nossa lembrança - sempre a falar do avô que foi a maior medida do sonho, da ambição e o homem que nos amou a todos mais e melhor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Digo-te do medo que trago comigo de te perder, do hábito que tenho de subir as escadas a correr e ouvir-te saudar-me com esse sorriso malandro que denuncia o quanto me desejas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agarras-me nas mãos - de pianista, como dizes, e pego nas tuas e sinto-lhes a suavidade, a ternura com que me recebem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falo-te do A., prometo-te que o trarei sempre comigo - os dois que sempre te procuraram mais, te souberam melhor e te cumprem como um ritual que nos dá o chão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Penso em ti, pela manhã. Imagino que me acompanhas enquanto "nos faço maiores", como me pedes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falo-te do avô e da paixão dele pelos melros, desse tempo de Outono, das castanhas e dos ouriços que nos faziam passar tardes imensas no verde da vossa infância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falo-te e noto que me sorris feliz porque o não esqueço, porque me não esquece esse tempo que foi o mais feliz da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falo-te das falhas, das coisas menos boas e sorrio-te - aprendi a ter fé na raça, nessa capacidade de superação que nos põe mais juntos no fim de tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falas-me dos teus irmãos - és a última dessa casa de gente dotada dessa capacidade de antecipar o jogo do tempo e triunfar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Penso em ti todos os dias - de como te ris quando te lanço provocações, de como nós fomos o sentido maior e último da tua vida - quiseste-nos e isso foi a maior razão para nos amares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A casa em silêncio - apenas eu e tu. Dizer "a casa dos meus avós" e senti-la como minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Encho-.te o coração das minhas palavras - cravo na vida o que me traz preso em ti e quero que o saibas - é o meu obrigado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vi que contigo há toda uma medida que faz querer mais, ser mais e melhor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O lanche corre - abro-te o coração porque o meu vacila se o teu treme - aprendi a agarrar o que te agarrou à vida. Falas-me da tua avó e de como a ias visitar, todos os dias, depois da escola. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falo-te de ti e de como te quero ir ver, todos os dias, depois de tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Discutimos política, discutimos as decisões que um dia eu, como tu, terei que tomar. E falas-me das lições que o teu pai te dava - a ti, a menina mais nova, a pequenina dos olhos azuis de mimo e de felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Contigo sinto-me o bisneto, o trineto - sinto-me em casa e recebido por essa gente de olhos azuis e cabelo muito louro com uma inteligência fina e audaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vês muito de ti em mim e no A. - somos crentes do mesmo milagre de agradecer as pessoas que temos, de lhes apreciar a virtude e a história com verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Somos bons contadores de histórias, todos nós, avó.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A minha história conta-se como a tua - orgulhosos por sermos frutos do mesmo chão, voltamos ao abrigo da memória que é a morada das coisas mais bonitas e que nunca morrem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;És a minha casa - o azul dos teus olhos, como uma promessa de manhãs frescas e luminosas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falo-te da mãe e do pai como me falas dos teus - somos como amigos que trocam o que a vida lhes deu, como cartas que se escrevem e se guardam, a salvo do tempo e do esquecimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O medo morre sob a felicidade que me nasce de te abraçar mais uma vez. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Noto que há pequenas contas nos teus olhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"- Gosto tanto de ti, avó."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A tua resposta (Eu também, muito) ouço-a mais do que nas palavras, na forma como prendes nos teus braços a dizer: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;" - Vai tudo correr bem. Eu estou aqui."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ainda bem.  &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2651136449383371907?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2651136449383371907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2651136449383371907' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2651136449383371907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2651136449383371907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/12/avo.html' title='Avó,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-5807672467915390374</id><published>2011-11-18T02:45:00.006Z</published><updated>2011-11-18T04:25:23.496Z</updated><title type='text'>10.11.</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os livros, o mar, a música.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há linhas nessas páginas amarelas dos passos do tempo que me denunciam onde se prendeu a tua atenção - páro, leio e descubro que nos encontramos nessa coincidência; que há um espaço onde me encontro contigo, em que me descubro, afinal, revelado nas mesmas linhas que leste há anos - antes de mim, das minhas mãos, da minha pele nascer da tua.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Descubro-te, sempre igual, através do eco do tempo - muitas linhas depois, todas as linhas depois e continuas uma heroína que livro nenhum conseguiu guardar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os livros guardam o teu cheiro como as divisões lá de casa, depois de ti. Dizem que voltas, que voltas sempre para te poder ouvir, ao longe, e gostar de saber-te lá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todos os livros, todas as palavras e descobri que nada me chega para te dizer - que há um espaço maior do que as linhas e os corpos que as leêm - e esse espaço é o nosso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os livros que foste trazendo para dentro das tardes de sol no Verão - o jardim sereno e cúmplice dessas confidências que as palavras te punham no sangue depois de lhes provares o sumo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Procuro-te nos livros que leste como moradas que tiveste no caminho - sinto-te no eco das palavras que são como passos que deste para longe ou em direcção a ti mesma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As lombadas suaves e polidas lembram-me o toque da tua mão, enquanto crescia e te contava, nessas horas de conversas longas no colo da areia, as linhas que fizeste ser possível escrever na minha vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os livros e a curiosidade de te descobrir mais - apurar o traço do retrato inacabado que tenho de ti como, de resto, são os maiores amores. O prazer de iniciar cada capítulo da vida contigo - partir para chegar, sempre.  Partir para te levar sempre presa no cimento do chão que piso, na luz de um dia de Outono que me lembra do musgo dos teus olhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Partir para te ver melhor - surpreender essas lembranças que se desenrolam como um caminho de ferro cheio de estações, onde desci contigo para aprender a renovar a crença no mundo, a ver a beleza serena do desconhecido, conhecer a surpresa e o abalo do encanto que nos nasce da cumplicidade que sentimos com pessoas e lugares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As linhas que sublinhaste nas páginas são as coordenadas que sigo para contar a tua história, para confirmar tudo o que sempre me contaste. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto leio o que foi escrito de ti nas palavras dos outros, conheço a solidez da verdade com que te fizeste minha confidente e me mostraste a verdade sobre ti e o teu amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Verão cheira a mar - os nossos Verões vão cheirar sempre a mar, ao descanso que volta aos corpos estendidos nas toalhas de praia. Fechar os olhos, como em criança, e gostar de ouvir as vozes dos avós e da família ao longe. Estão lá e isso chega. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A praia lembra-me sempre de ti - de como gostavas de nos ver correr na areia e te apaixonavas por essas gargalhadas fundas e livres das crianças felizes que fomos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os nossos Verões - dias como promessas à espera de se cumprirem sem nunca falharem - esse tempo inteiro e uno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro na areia os teus passos - sempre por perto, enquanto o silêncio nos servia e  tinha a medida exacta do nosso corpo. Até hoje, as palavras servem para ser o eco de uma música mais funda que fomos compondo ao longo do tempo, os dois. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A música, os acordes que nos acompanham no balanço da viagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ver o teu rosto no vidro do carro - espreitar-te o olhar, aprender o que ele diz, surpreender-te nesse instante e gostar de te ver na minha vida. Há um consolo que nunca veio só da luz que nos envolve o corpo - chama-se paz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ser testemunha dessa tua forma de amar - admirá-la, ver como contas as histórias da tua família, do meu pai, dessa vida que abraçaste sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No dia dos teus anos falaste-me dos teus - se celebras a vida, é sempre para os recordar, para repisar a pedra que vos fez companheiros em definitivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No dia dos teus anos, escolheste os outros - provas-me que a tua vida são as tuas escolhas e a forma orgulhosa com que renovas a fé que puseste nelas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Procuras-me os olhos na mesa - espero que se ouça  o orgulho, que te devolvam os meus olhos, ao menos, uma parte do que deste. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Celebro-te presa na minha vida porque és o pilar que segura o céu - mostraste-me que a face verdadeira do amor se chama liberdade - que só há liberdade nessa escolha de querermos estar presos no que nos liberta, no que nos amplia e nos emudece. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O silêncio é uma valsa que se dança quando se vê no escuro - contigo, as salas soam ao familiar, ao percorrido, ao conquistado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E só contigo me serve o silêncio, porque contigo nada me falta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em silêncio, desejo-te na minha vida. Baptizo o teu nome com essa admiração que se fez maior com os dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Da tua vida, do teu caminho, do teu rosto saiu a massa que te traz dentro e que sou eu. Moras em mim - sou um livro que tem o teu nome sublinhado com caneta permanente, um livro que se lê melhor com o som do mar e que fez do silêncio o altar onde pousa o teu nome que digo sempre sem precisar de o dizer.    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Os&lt;/em&gt; &lt;em&gt;livros&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;mar&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;música&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E tu, &lt;em&gt;mãe&lt;/em&gt;. Sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parabéns &lt;em&gt;Mãe&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-5807672467915390374?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/5807672467915390374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=5807672467915390374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5807672467915390374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5807672467915390374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/11/1011.html' title='10.11.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7809361497157386511</id><published>2011-11-07T02:42:00.008Z</published><updated>2011-11-07T04:26:31.111Z</updated><title type='text'>Você na TV.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assistir a um programa de televisão dá, hoje em dia, vontade de voltar aos tempinhos do preto e branco simples, com vozes que pareciam envernizadas e pertenciam a esse género de locutores engomadinhos-guardiães-dos-bons costumes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Começo por reiterar que nada tenho contra a cor que, aliás, existia no mundo muito antes de nos entrar pelos olhos dentro graças à caixinha mágica, hoje, da grossura de uma folha de papel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O problema reside, justamente, no facto de a televisão actual se poder bem definir como "tebê-chiclete" - abunda toda a vasta gama de cores fluorescentes e apenas essas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Veja-se e conclua-se, depois, pela justeza ou não da sentença que ditamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tudo começou com essa criatura a que a literatura dos guiões chamou de Floribela - de repente, era super giro tratar de criançinhas, falar com árvores e acreditar que toda a gente aprecia essa modalidade desportiva chamada alpinismo social, desde que devidamente disfarçada, claro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que voltem os hippies, a boa música e os tarolos que o mundo sempre tinha outro colorido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Portugal passou a apreciar esses melodramas plastificados dessas Lolitas pseudo-puras e perseguidas pelos azares da vida e do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O "amore" passou a levar um "e" no fim e, veja-se, ainda ninguém sonhava com essa evolução-natural-por-decreto do acordo ortográfico. Mas as pessoinhas viviam felizes, atafulhadas com os novos heróis do contemporâneo - a heroicidade dura pouco e as heroínas, coitadinhas, cedo largam os folhos e os pinchos histéricos e vão rápido quitar a prateleira e brincar aos médicos, mas a sério, desta vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As heroínas são umas brincalhonas que, ao contrário da Heidi, não pulam, mas cavalgam as montanhas deste mundo. E, talvez, se perceba agora que todos "deêm no cavalo.", pois então, com a Cicciolina a presidir às lides e dar o exemplo (e o resto também.) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os Marcos de hoje em dia dão pontapés em directo - "falar pela frente" é, literalmente, chapar a verdade nas fronhas das pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As heroínas podem ser gordas - longe vão os tempos dessas belezas que só a cabeça dos homens pode imaginar existir. Mas, gorda que é gorda para ser famosa, tem de querer deixar de o ser. A isto se chama a auto-estima dos tempos da chiclete: "Aceitamos que sejas o que és, desde queiras deixar de o ser, tass?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, ligado o aparelho, podemos ver o desfile triste que é o aproveitamento pela cultura do plástico dos fantasmas que ajuda todos os dias a criar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vivemos no tempo em que a hipocrisia é, essa sim, obesa mórbida sem que ninguém se preocupe em mudar o disco e pôr a tocar a banda gástrica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois chegou a casa dos segredos - com ela voltou aos ecrãs essa comadre casamenteira que alertava as pessoas para não se esquecerem da escova dos dentes. Ela, lá por casa, usava o piaçaba que era o mais indicado para pôr a brilhar essa preciosa reserva de marfim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E está o espectáculo montado - desculpem-me o termo, mas decerto não haverá alminhas preversas que desconfiem da idoneidade do palavreado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assistimos a um desfile de um conjunto de criaturas saídas de uma linha de montagem (literalmente) da sociedade do plástico e da chiclete: temos ruído e brilho e o argumento da história mede-se, literalmente pelo tamanho do bícepe e da copa das meninas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada contra pessoas saudáveis, naturalmente. É até giro ver as gordas que sofrem contra as saudáveis que tentam convencer meio mundo que sabem guardar um segredo melhor do que (não) guardaram outras coisas na vida.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E a Ordem dos Médicos agradece encarecidamente a descoberta de novas doenças - uma tal de "apeneira do sono". Isto faz avançar o país, não se duvide. Todos aprendemos com esse circo da estupidez em directo - o circo dessas abéculas, literalmente, mortinhas por armar a tenda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Sociedade de Geografia agradece as lições dadas ao "pobão" - os continentes estão, agora, "para cima" ou "para baixo". Percebe-se, de resto, a alusão. O melhor ensino é aquele que adequa as matérias à linguagem dos petizes. E, as meninas sabem que no mundo, às vezes, se fica por cima ou por baixo, que é giro mudar de posição e alargar (literalmente), os horizontes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A sociedade chiclete está ao rubro na tebê - e a "frase mastiga e deita fora" é o slogan para esses directos a fazerem a apologia da carne mastigada e dos afectos transformados num diário de alcova foleiro e devidamente pago - o taxímetro está a contar, pois então...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma apologia da espiritualidade e, quiçá, do respeito pelas doenças mentais - as pessoas ouvem "a Voz" e cumprem os seus ditames. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É lamentável ao que chegam os apelos que algumas alminhas sentem hoje - vivemos num tempo em que mais depressa se implanta silicone do que uma república ou outra ideia qualquer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As pessoas alimentam-se da fantasia do proibido vivido pelos outros - é giro descobrir uma freira, uma mulher que dormiu com mil camionistas e uma girafa, um homem que se chama Tatiana quinta e sexta à noite. E as pessoas que assistem agarram-se a isso como à verdade oculta do mundo e da coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É triste assistir às trocas e baldrocas das benfeitoras das manhãs - a Julinha ou o "Megafone" vs a Fatinha ou a "sou tanto melhor para os descamisados deste país, quanto mais me pagarem, coiso e tal."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida deixou de ser contada como vida e passou a ser um espectáculo - a encenação deve-se a algum lunático e o guião a um infeliz qualquer que se acha Nabokov porque as meninas que são personagens falam com uma vozinha melada e ar bovino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O país adquire uma escala patética - as pessoas dizem isto nos autocarros:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;" - Fuogo já viste aquela que não sabe qual é a capital de Espanha? E eu que pensava que era burra."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, de repente, as pessoas adquirem uma ficção de auto-estima com o clicar no comando. Nalgum canal próximo, em vias de ser fechado, há peritos que falam dessas coisas que não interessam nem ao menino Jesus chamadas política ou economia ou cidadania. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não interessa o que somos, onde estamos e para onde vamos se digerimos o jantar ao sabor das calinadas desse coliseu de hereges de plástico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A caixinha faz magia, sim. Tornou-se no Xanax ou Lexotan dessas pessoas que se focam nos outros porque não se comprometem com uma ideia para si mesmos ou para o país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A fábula tem uma moralidade oculta: há que crer em coisas que não se veêm - os ideais, as convicções, o diálogo moram longe desse mundo de princesas esbarradas e com mau português. Há mais nuances no mundo do que aquelas que se fazem nos cabelos, como há mais cores na paleta do que as "qualquer coisa-choque".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Às vezes,  penso que devia voltar o tempo do preto e branco - do radicalismo no sentido de raíz ou pureza das coisas para o mundo avançar ao som da valsa que Hegel soube bem descrever. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falta o furor de outrora - as terceiras vias, embora bem-intencionadas e meritórias, foram pretexto para o enfraquecimento dos discursos e das medidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As personagens deste contemporâneo são como o lixo - pode ser que, no final, se possam reutilizar. Até lá, são passadas de flash em flash como hologramas de um vedetismo fatela e ridículo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não há espaço para nada de imaterial nesta avalanche de ruído - o ridículo apadrinhou o sucesso e emprestou-lhe um sabor amargo de antropofagia social. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um país que definha nos sofás a almoçar a desgraça alheia - este é o apogeu da chamada fast food. Sorve-se a sopa de calhaus, em directo. Almoça-se barrigas de freira e janta-se miúdos de frango, com a tebê a falar dessa justiça em que ninguém acredita piamente. (desculpe-se o advérbio, para os que sabem o que isso é.) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os predadores são as presas - e, nesta pocilga em directo, "os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais do que outros."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Soubessem as pessoas ler ou entender o que leêm e as coisas poderiam mudar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até lá, despeço-me - the show must go on. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o "Grande Máno is watching."  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7809361497157386511?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7809361497157386511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7809361497157386511' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7809361497157386511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7809361497157386511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/11/voce-na-tv.html' title='Você na TV.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' 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grandeza que floresce nas almas e que faz do amor uma espécie de missão. Admiro-a, com cada lembrança que guardo dela, sempre, a fazer-me ampliar esse sentimento como uma narrativa nunca acabada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tem nas palavras uma doçura que nos desarma tão rápido como nos devolve essa ingenuidade que empresta ao amor uma tonalidade primaveril, fresca e luminosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há, guardada dentro da armadura resistente do seu corpo, toda a epopeia da minha família. Hoje, enquanto lanchava a mesa farta que prepara para nós, como num ritual antigo de que não sabe desistir, as suas palavras escorregaram para esses tempos do meu avô por perto, para o nome da minha avó que pronuncia como se enfeitasse um altar com flores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É sempre assim - somos para ela como uma causa, uma luta que não lhe é emprestada porque justamente ama os protagonistas com uma força que reclama sempre justiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sinto, quando a vejo, uma leveza que significa um filtro no ruído do mundo, uma gratidão que é como um longo eco que me impele na sua direcção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma família que nos nomeia por coisas que o sangue não traz, mas que o granito dos gestos faz brotar bem fundo nele, de forma definitiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fala-me dessa infância difícil - o corpo despido de confortos gratuitos muito cedo, o trabalho, os pais e as irmãs que se uniram todos para serem maiores. E, sempre, como um mar de luz onde navega habilmente, uma fé das mais bonitas que conheci. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os seus valores respiram nas palavras, com essa serenidade que nasce dos pilares sólidos em que assentam. É um ser humano enorme - o seu olhar é fundo, de uma bondade que se parece a um abraço muito longo e repetido vezes sem conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tem uma gargalhada malandra - ri-se ao lembrar-se de mim e do A. enquanto nos íamos viciando nessa vida inteira de os ter a todos por perto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha avó, os meus pais, o meu avô e um correr de vida fácil, perene e quase definitivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com ela conheci o carinho da gratidão - põe, na memória do meu avô, a saudade que tem desse tempo em que gostava de observar a família feliz na grande sala. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Suspeita que há em mim e no meu irmão, um fanatismo que é a forma imortal dos afectos - sente-se lembrada quando lhe provamos que, em nós, também se gravou aquela tarde, aquela soma de dias indistintamente bons, felizes e nossos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi uma aliada, uma cúmplice nessa fórmula de sucesso que somos - sempre devota do que somos e fascinada por onde conseguimos chegar. Digo-lhe, porque o sinto desde sempre, que ela foi, em parte, o segredo que fez funcionar a engrenagem daquela casa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Associo o mistério dos seus olhos ao facto de ser como uma guardiã desse tempo em que o mundo se preparava para mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fala-me dela e dos meus avós como se, desde o início, nos esperassem, se preparassem para nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E agradece a Deus que a minha avó viva com essa alegria cravada no peito de se poder abrigar no nosso amor por ela e pelo que nos deixa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contagia-a o bem que cada um de nós sente e isso basta-lhe. Digo-lhe que, graças a ela, o bem se tornou um lugar mais bonito, se fez uma realidade sempre mais perfeita, mais inteira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No seu dedo há uma aliança. Riu-se, hoje, ao relembrar-nos a meninice:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Oh Gó, mas afinal com quem casaste tu?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Oh meninos, eu casei com Deus."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje entendo que o seu casamento foi com tudo o que tocou com as suas mãos grandes e bondosas. Casou-se, com o peso dos sacramentos, com essa vida que agradece ter desaguado nas nossas. Eu, enquanto me agarra num abraço, agradeço estes bocados que me provam o quão fundo se podem gerar elos e laços de ferro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ferro que nos une é essa admiração que se ergueu acima da vontade, acima do tempo, acima de tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Senti, hoje, como sempre, essa certeza de não querer ter nascido noutro sítio, ou desejar outra vida. E, à mesa do lanche, nesta tarde, pudemos ser essa orquestra que se afina pelo eco do que sabemos ser nas vidas uns dos outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isso basta-me - estas horas e, o que me nasce delas, alarga-se aos dias seguintes e fixa-se como uma mancha de luz na memória do tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ser feliz, para mim, é, em boa parte, recordar. Recordar é abrir uma porta e ter gosto de voltar a entrar. E, para mim, voltar a entrar na casa dos meus avós, pela mão dos meus pais e encontrar a Gó, é repetir o que nunca bastou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Despedimo-nos dela:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Toda a sorte do mundo, meus meninos!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em silêncio, enquanto saio, sei que, na minha vida e nestas tardes, isso é um desejo há muito realizado que a Gó nem se apercebe de ter tornado real, para nos fazer felizes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2792298958613339050?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2792298958613339050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2792298958613339050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2792298958613339050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2792298958613339050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/11/go.html' title='Gó.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-241671352081116232</id><published>2011-10-31T13:43:00.002Z</published><updated>2011-10-31T13:44:49.326Z</updated><title type='text'>porto_V.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-u9a9LsIwSG8/Tq6mPHkXlhI/AAAAAAAAA5k/bhA6wyHnnhE/s1600/29102011973.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669651759565870610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-u9a9LsIwSG8/Tq6mPHkXlhI/AAAAAAAAA5k/bhA6wyHnnhE/s320/29102011973.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cX1OX7qh1z8/Tq6mO9_rpeI/AAAAAAAAA5Y/Ei5tf95f8Mk/s1600/29102011972.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669651756996077026" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-cX1OX7qh1z8/Tq6mO9_rpeI/AAAAAAAAA5Y/Ei5tf95f8Mk/s320/29102011972.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669651752104502690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wj8upIf2fco/Tq6mOrxcJaI/AAAAAAAAA5M/JKOAo3hiGUY/s320/29102011971.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-241671352081116232?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/241671352081116232/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=241671352081116232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/241671352081116232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/241671352081116232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/portov.html' title='porto_V.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-u9a9LsIwSG8/Tq6mPHkXlhI/AAAAAAAAA5k/bhA6wyHnnhE/s72-c/29102011973.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4872693956092189577</id><published>2011-10-31T13:40:00.002Z</published><updated>2011-10-31T13:43:24.763Z</updated><title type='text'>porto_IV.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hxMqTL4-D4s/Tq6lmmtT6eI/AAAAAAAAA5A/aDCFHQUTrYI/s1600/29102011970.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669651063550241250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-hxMqTL4-D4s/Tq6lmmtT6eI/AAAAAAAAA5A/aDCFHQUTrYI/s320/29102011970.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ic47ZKeN1Gk/Tq6lmLkwNMI/AAAAAAAAA44/G4HfiTpRoPk/s1600/29102011969.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669651056266589378" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ic47ZKeN1Gk/Tq6lmLkwNMI/AAAAAAAAA44/G4HfiTpRoPk/s320/29102011969.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gyGJjQsLhww/Tq6ll0XhytI/AAAAAAAAA4o/aPUhOUUcdNA/s1600/29102011968.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669651050037103314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-gyGJjQsLhww/Tq6ll0XhytI/AAAAAAAAA4o/aPUhOUUcdNA/s320/29102011968.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; 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Eram tardes do tamanho dos desejos que numa criança condizem com uma imortalidade que não se questiona. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ouvia falar muito de quem morou nas casas, de quem percorria as ruas nos tempos em que os meus avós tinham a vida como um corredor de luz para percorrer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falavam-me de um país diferente, de um tempo diferente em que os abraços e as conquistas pareciam durar mais, sem que a voracidade do mundo as abalasse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tiveram uma infância feliz - e, mesmo já adultos, julgo que esse carinho pintado do verde dos campos e guardado pelos muros das quintas foi como uma espécie de abrigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando os ouvia fui apresentado a um mundo que dorme na sombra do tempo, para brilhar, ainda, nos corações deles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conheci as pessoas que foram o rosto do mundo para eles - contaram-me pequenos pormenores das vidas dos meus bisavós - cada palavra era um afago lançado contra as brumas do esquecimento e da distância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem ama é sempre um bom contador de histórias, penso eu, enquanto me lembro de como sempre me abriram o coração para testemunhar esse tempo que não vivi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imaginava, maravilhado, essas casas grandes com essa massa sonora dos feitios que ecoam nas paredes como passos. Imaginava esse tempo de governantas gulosas e matreiras, de salas cheias com o tilintar dos copos porque se brindava sempre a alguma coisa ou a alguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino a minha avó e o meu avô juntos no primeiro passeio como namorados - ando nas ruas onde isso começou e imagino a alegria que lhes enchia os corações de esperança que é o sentimento que nunca desaparece dos corações de quem amou verdadeiramente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um orgulho que nunca se consegue dizer de ser poeira do chão desse caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Visito o meu avô - imagino como gostaria de me ouvir as histórias dos meus dias, tal qual fazia quando era criança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Então, pequeno, como foi o teu dia?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nasce sempre em mim essa vontade de lhe oferecer o meu tempo, para receber mais vida no sabor das coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino a minha avó apaixonada por essa ascensão que ela e o meu avô fizeram maior e sempre merecida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passeio-me no largo repleto de árvores que o Outono desnuda e revela - o mesmo chão, o mesmo cenário a testemunhar o passo da vida que ali parece afrouxar, no silêncio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Penso no meu avô, que aparece sempre como se o chamasse da outra ponta de uma quinta, como quando íamos apanhar ouriços do castanheiro que algum trisavô plantou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fui acolhido no ventre quente da memória muito cedo - quase conheço quem nunca vi, quase me sentei à mesa de jantares que não me celebravam a mim, quase guardei no fundo do olhar esse baptismo renovado que são os afectos numa família. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ouvi a meninice dos meus avós - agradeço aos que vieram antes de mim essa liberdade mais funda que tive. Sei que nasceu dos exemplos que se gravaram na memória dos que me acolheram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vou para perto do meu avô sempre que posso - guardo dentro de mim uma imagem perfeita desse homem tão maior do que eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E adivinho a saudade que vou ter da minha avó quando vejo o pôr do sol cair ao fundo da casa que a viu nascer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falo deles, escrevo-lhes em palavras uma sombra da luz que puseram no meu caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E volto sempre - volto sempre ao lugar onde tudo começou para, de novo, ter esse tempo em que a memória era o fio que nos coseu a todos na alma a saudade como forma eterna de gratidão. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-3588616656272201356?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/3588616656272201356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=3588616656272201356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3588616656272201356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3588616656272201356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/raizes.html' title='raízes.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-6554473409601435528</id><published>2011-10-24T01:13:00.000+01:00</published><updated>2011-10-24T01:13:39.079+01:00</updated><title type='text'>midnight in paris.</title><content type='html'>&lt;iframe height="344" src="http://www.youtube.com/embed/ehPUqBlSnaI?fs=1" frameborder="0" width="459" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-6554473409601435528?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/6554473409601435528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=6554473409601435528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6554473409601435528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6554473409601435528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/midnight-in-paris.html' title='midnight in paris.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ehPUqBlSnaI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7382981873042896402</id><published>2011-10-23T19:55:00.000+01:00</published><updated>2011-10-23T19:55:35.214+01:00</updated><title type='text'>angus &amp; julia stone_big jet plane.</title><content type='html'>&lt;iframe height="270" src="http://www.youtube.com/embed/jdHJEBaERCU?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7382981873042896402?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7382981873042896402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7382981873042896402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7382981873042896402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7382981873042896402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/angus-julia-stonebig-jet-plane.html' title='angus &amp; julia stone_big jet plane.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/jdHJEBaERCU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-675058957560874852</id><published>2011-10-22T05:55:00.001+01:00</published><updated>2011-10-22T05:57:28.781+01:00</updated><title type='text'>portugal fashion.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 320px; height: 229px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666175816788025154" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-NIoJSYRtGfc/TqJM4nqPH0I/AAAAAAAAAz8/e3G1n-w9YzQ/s320/20111014-000004%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-675058957560874852?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/675058957560874852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=675058957560874852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/675058957560874852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/675058957560874852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/portugal-fashion.html' title='portugal fashion.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NIoJSYRtGfc/TqJM4nqPH0I/AAAAAAAAAz8/e3G1n-w9YzQ/s72-c/20111014-000004%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8887682795010682229</id><published>2011-10-20T13:05:00.002+01:00</published><updated>2011-10-20T13:06:24.926+01:00</updated><title type='text'>les emotifs anonymes.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UCi7kUAvxHs/TqAOs1hfUmI/AAAAAAAAAzw/ewHNaCDxIb0/s1600/19534514.jpg-r_760_x-f_jpg-q_x-20101006_095517%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 240px; height: 320px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665544494676660834" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-UCi7kUAvxHs/TqAOs1hfUmI/AAAAAAAAAzw/ewHNaCDxIb0/s320/19534514.jpg-r_760_x-f_jpg-q_x-20101006_095517%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8887682795010682229?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8887682795010682229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8887682795010682229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8887682795010682229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8887682795010682229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/les-emotifs-anonymes.html' title='les emotifs anonymes.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UCi7kUAvxHs/TqAOs1hfUmI/AAAAAAAAAzw/ewHNaCDxIb0/s72-c/19534514.jpg-r_760_x-f_jpg-q_x-20101006_095517%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2335834417383407010</id><published>2011-10-18T01:42:00.005+01:00</published><updated>2011-10-18T13:34:01.017+01:00</updated><title type='text'>família.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há pessoas que nos tornam a vida num voo mais alto. Há escalas aonde nos podem chegar os sentimentos, que podemos ficar toda uma vida gratos por termos vivido isso dentro de nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Identifico sempre a minha família com essa sensação de plenitude que trago comigo, quando me nomeiam como elo na sequência vasta do tempo que nos traz reféns uns dos outros pelo sangue e pelo amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje de manhã, a minha avó estava feliz - a felicidade tingiu-lhe o olhar de uma luz parecida com o início de vida num lugar calmo, como devem, de resto, ser os afectos amarrados fundo dentro do que somos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica feliz com a nossa presença pelas salas - talvez se lembre dessas duas crianças muito louras que, como diz, lhe douraram não a velhice, mas a vida toda porque, depois de nós, ela fez muito mais sentido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conversamos sobre o país, sobre essas pessoas e vidas que a minha avó nomeia como que a sentir o pulso de algo que lhe foi querido e agora esmorece. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Preocupa-se connosco - borda de amor o pano escondido do nosso futuro, desejando que seja assente no que lhe ensinaram ser o cimento do mundo e das relações. Fala do amor e do perdão e, enquanto isso, brinca nos dedos com uma cruz que o pai lhe deu quando jovem e que traz ao peito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os dedos são longos, as mãos muito delicadas - adivinho que falar da família para ela, é nomear quem mais a amou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;" - A morte do meu pai foi o maior desgosto da minha vida."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olho-a nos olhos - há uma névoa que é o princípio das lágrimas que lhe jorram na meiguice das palavras, com que chama esse passado que a fez uma mulher maior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei, enquanto me fala desse dia, que o seu corpo foi atingido por esse vazio que se rasga dentro de nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma fotografia dos seus pais na credência, ali perto - um casal nascido no século XIX com um ar deslumbrante - ambos louros, os olhos muito azuis dos dois a denunciar a repetição com que o sangue nos baptiza o corpo, desde o seu início. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;São um casal de uma elegância notável - reparo como a minha avó é um decalque perfeito das feições desse homem que foi para ela a bitola de todos os feitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;" - Sei, meus pequeninos, que em vocês os dois vai estar sempre um bocadinho de mim e de todas estas pessoas que são a nossa família."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isto sabe-me como um longo abraço, em que me cosem na pele a certeza de pertencer a um caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olho, de novo, o retrato - imagino o orgulho daqueles pais naquela filha - aquela que nunca os deixou esquecidos, que os traz amarrados naquilo que subsiste do que lhe deram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há, em mim, todos os bocadinhos da minha avó - cada gargalhada é como vida que semeio na aridez dos dias, cada minuto é uma pincelada com que aperfeiçoo a minha crença no que somos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;" - Tens que cá andar muito tempo, ouviste, minha malandra?" - digo-lhe eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Digo-lhe que, sem ela, a minha vida nunca mais será a mesma, que quero que veja os meus filhos e o que vier neles do que somos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;" - Avó, nunca me vou esquecer do que aprendemos contigo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dou-lhe um abraço muito apertado. Volto atrás e digo-lhe: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"-Gosto muito de ti." e esta frase ecoa dentro de mim, sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Eu sei, filho. Eu também."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, numa manhã que principia, deixo cravada no caminho do tempo, a razão da minha fé nas coisas e nas pessoas. E isso é, afinal de contas, o milagre que acontece quando descobrimos essa medida maior nos dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olho a minha avó, enquanto se afasta do carro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Não se esqueçam de me vir ver. Gosto da companhia de gente jovem.", diz-nos ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto lhe digo que não me esquecerei, compreendo que a minha avó é do tempo em que vive, não do tempo em que nasceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, entender as ambições desta geração que ela deixa no mundo é, para ela, o saber que há outros capítulos que eu e o A. vamos acrescentar à nossa história. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É, no fundo, saber que, algures dentro de nós, haverá sempre uma imagem da nossa avó, que poremos no coração dos nossos filhos para, no fim de tudo, continuarem sempre essa promessa maior do que a vida que é o verdadeiro nome do amor. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2335834417383407010?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2335834417383407010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2335834417383407010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2335834417383407010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2335834417383407010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/familia.html' title='família.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-6472405629879753796</id><published>2011-10-14T11:26:00.001+01:00</published><updated>2011-10-14T11:29:19.347+01:00</updated><title type='text'>trama.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-yK0GKmbttNE/TpgOh2UCNEI/AAAAAAAAAzY/cwHec6vuALM/s1600/20111009-202819%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 187px; height: 320px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663292506096415810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-yK0GKmbttNE/TpgOh2UCNEI/AAAAAAAAAzY/cwHec6vuALM/s320/20111009-202819%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu fui!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-6472405629879753796?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/6472405629879753796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=6472405629879753796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6472405629879753796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6472405629879753796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/trama.html' title='trama.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yK0GKmbttNE/TpgOh2UCNEI/AAAAAAAAAzY/cwHec6vuALM/s72-c/20111009-202819%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-152115734073268981</id><published>2011-10-11T03:06:00.006+01:00</published><updated>2011-10-12T00:00:00.871+01:00</updated><title type='text'>tia Né.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há em todas as famílias pessoas que corporizam traços que identificam as raças, que denunciam o eco que nos habita o sangue e viaja no correr da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha tia avó era uma dessas figuras que nos acompanharam o imaginário de criança; que nos recebiam com os seus olhos azuis enormes e muito vivos, que continham o brilho dessa imensa inteligência e presença de espírito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nasceu numa casa onde o poder era uma presença antiga, que morava nos espaços entre as conversas por onde espreitava a memória, que os fez discípulos dessa missão de serem maiores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Havia no seu génio essa determinação de se impor, de vincar no mundo o seu passo e o nosso nome tal como vira fazer as gerações que vieram antes dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sempre fomos muito cúmplices - sei que o seu carinho por mim e pelo A. foi uma constante que lhe desenhava no rosto um sorriso sincero quando nos via chegar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lembro as tardes de férias - a família toda reunida e a sua gargalhada aberta com as malandrices que fazia à minha avó para a fazer esse abrigo na minha vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tinha uma ironia fina que lhe punha no olhar essa intensidade do desafio; que lhe cosia no discurso uma clareza admirável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O seu coração tinha favoritos como têm os corações que amam sinceramente - falava imenso com o meu pai sobre mim e o A. Deliciava-se quando nos via envolvidos nessa teia da memória que nos destinou a todos a mesma morada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tinha uma elegância soberba - numerosas sedas e uma espantosa colecção de jóias que a tornavam um símbolo numa sala. Representava o testemunho de que, pelo sangue, somos herdeiros dessa massa que nos criou do mesmo molde; que nos fez filhos do mesmo desejo de forjar um caminho por entre as dúvidas, as dores, a vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A sua maior herança foi a lembrança que guardo desse génio aceso, dessa atenção aos seus sucessores nos dias do amanhã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há dias em que lamento que as salas lá de casa não a tenham connosco. Era delicioso vê-la com a minha avó - as duas como dois bastiões dessa velha guarda de pessoas de carácter de ferro e de uma vontade maior do que as fraquezas do corpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Agradeço todos os dias a família que tive - a grandeza é uma coisa que identifico sempre pelo que me ficou de cada um deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A minha tia nunca teve medo do poder - na minha família herda-se mais do que um nome, uma legitimidade. E, por isso, nos lançamos todos em direcção às trevas do mundo, para de lá arrancar uma medida maior - essa medida do sonho e da ambição que deve ser a medida dos homens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A minha avó fala-me da irmã - e, no seu rosto, vejo desenhar-se a saudade dessa companheira de toda uma vida, dessa aliada na conquista de uma outra escala, desse tempo de meninas que foi o delas, sob o olhar de uma família carinhosa e grande, num ninho quente e próspero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Guardo embrulhada no orgulho, a saudade dessas pessoas que me ajudaram a conhecer o meu lugar nesta corrente que nos leva juntos até ao fim dos tempos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Onde quer que esteja, acredito que encanta todos com essa inteligência fina, com essa encantadora capacidade de afirmar convicções, que herdou como as coordenadas que deviam ser as do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Escrevo sobre ela, sabendo, no entanto, que as palavras não seguram o encanto que morava no fundo daquele olhar, tão pouco chegam para descrever aquilo que se acumula dentro de nós depois de nos termos uns aos outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todas as minhas vitórias e do A. a faziam feliz - sei que sorria por ela e pelos que nela ainda viviam. Celebrou connosco a vida e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;, com isso, tornou-a maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Recordo-a pela forma como nos olhava - e, na saudade que sinto de tudo o que vivemos, percebo que a vida nos guarda dentro uns dos outros para que, no fim, ninguém se perca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para que, no fim, tudo recomece e se reinvente e, no nome que um transporta, todos se sintam, afinal, vivos e chamados, sempre, a celebrar a vitória da vida sobre os reveses do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-152115734073268981?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/152115734073268981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=152115734073268981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/152115734073268981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/152115734073268981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/tia-ne.html' title='tia Né.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2491575807965671525</id><published>2011-10-09T04:04:00.009+01:00</published><updated>2011-10-09T14:34:05.180+01:00</updated><title type='text'>verão.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As tardes começam a ficar mais pequenas - o Verão começa a morrer no horizonte. Algures, ao fundo, o fio luminoso do mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, de súbito, lembro esses Verões longos como uma brisa que não cessa numa noite quente e vem amaciar os sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os Verões da minha infância eram de um ruído e de uma agitação luminosa - estavamos rodeados de pessoas, cuja companhia podíamos apreciar genuinamente. Todos os gestos eram fáceis e tínhamos para com a vida uma espécie de desdém que nasce em todos os corações cheios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro Lagos - a cidade em cujas ruas passeava com os meus pais e os meus avós. E lembro-me da forma como o meu avô me olhava enquanto eu vivia estendido no conforto daquela presença. Lembro a minha mãe e a minha avó que partilham essa paixão desmedida pelo mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Sol despedia-se, ao fundo, num galope acelerado mas o brilho não deixava de existir para mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O A. sempre comigo - ambos a vivermos isso que sabemos ter sido uma benção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os Verões lembram-me sempre a agitação que é a forma suprema de felicidade quando somos pequenos e o corpo ainda não cedeu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Temos imensas fotografias - ao fundo, a mesma cidade onde ficaram presos os passos que o meu avô deu comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando o Verão acabava invadia-me sempre a nostalgia de perder esse tempo todo inteiro para ter as pessoas de quem sempre senti a falta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os dias de Verão da minha infância foram plenos - como se o tempo passasse pela paisagem, mas não pudesse quebrar os corpos ou atingir esse desejo absoluto de estarmos reunidos sob a luz de uma tarde que se derretia por fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Verão era a negação do tempo - sempre a mesma face constante de dias longos como são os desejos de alguém que gosta para lá da resistência dos corpos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda hoje volto àquela praia - quando o sol se põe creio que todos sentimos que nos falta alguém, que há ausências que a própria paisagem parece denunciar também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os dias de Verão ensinaram-me o gosto de demorar no gostar - de partilhar essa indiferença pela presença do mundo. Todo o amor é uma forma de egoísmo, porque toda a partilha é uma forma de intimidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje, enquanto o sol se pôs, lembrei-me desse areal imenso com um brilho de pérolas em pó. E, enquanto disfrutava do silêncio, ouvi chegar a mesma nostalgia da infância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um Verão que desaba no horizonte - todos nos tentamos compor depois das ausências, procuramos vincar no sentido dos dias que vêm depois, a memória funda do que conseguimos ser. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha infância e os Verões de corpos leves e dias compridos ensinaram-me o prazer de contemplar o momento sem pedir mais nada ao mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, enquanto o sol caía no fim deste Verão, voltou-me essa vontade da meninice de desafiar o peso das coisas, de atenuar o peso das perdas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, sob a luz que caía, voltei a lembrar a família que a cor intensa do sol emoldurava nesses dias de infância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A saudade empresta à luz uma cor que não se vê. Mas, no nosso íntimo, essa luz chega para nos fazer acreditar que há coisas que podem voltar a ser iluminadas. E continuadas no dia seguinte.    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando somos crianças vamos sempre a tempo, existe essa crença na continuidade das coisas porque ainda não sabemos que o tempo as pode fazer derrapar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, enquanto a tarde caía, apeteceu-me ser criança e continuar a viver o fim da tarde com o meu avô por perto e a minha família. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei exactamente que se o meu avô voltasse, a sua forma de nos amar a todos seria sempre a mesma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, às vezes, essa certeza basta. Porque a maior prova das coisas que existiram é o que fica delas quando já não as temos.&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2491575807965671525?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2491575807965671525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2491575807965671525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2491575807965671525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2491575807965671525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/verao.html' title='verão.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2092030304779780208</id><published>2011-10-06T01:24:00.009+01:00</published><updated>2011-10-06T14:11:51.201+01:00</updated><title type='text'>casa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As casas grandes são o palco onde o mistério paira sempre sobre as coisas. As paredes são como alicerces de um ventre onde se forma e refaz a vida no correr do tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cresci numa casa dessas - cada quarto com as histórias presas como retratos que só nós conhecemos, cada espaço povoado do som doce dos afectos, cada corredor testemunha dos passos que demos em direcção uns aos outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A casa dos meus avós foi a fortaleza da minha infância - as tardes eram longas, sempre rodeadas das pessoas que me ensinaram o que era o amor. Sei que há coisas de mim guardadas em cada uma daquelas paredes, ruídos dos meus passos felizes quando corria para abraçar o meu avô que foi o maior homem que já conheci. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquela casa conta-nos como família - esses almoços com a minha avó a sorrir-me da ponta da mesa e a admirar a minha audácia e do A. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro-me de encontrar a minha mãe deliciada com o meu avô que a amou como a uma filha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Gó como a sentinela que sempre nos protegeu e nos deu um mimo intenso como uma tarde de calor na serra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há algo de mim que ficou sempre ali - que mora na cascata de felicidade que nasceu da conjugação daquelas pessoas que tocaram a minha vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Admiro a elegância da minha avó que me recebe sempre com essa intensidade que denuncia o amor que sente por mim como uma espécie de fanatismo que a alimenta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conta-me que história têm as jóias que usa - o carinho do meu bisavô que lhe dourou a meninice, o amor que o meu avô lhe teve. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na minha vida, as casas e as pessoas servem para homenagear aqueles que dão significado ao que somos. E a casa dos meus avós guarda a versão mais inteira, mais verdadeira daquilo que sou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entro na casa num dia em que a minha avó não está - percorro todo aquele imenso espaço, vejo as orquídeas como uma longa massa de cor e verde, alinhada sob o sol da tarde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As salas muito quietas, os corredores mergulhados na sombra. Ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vejo que a minha avó deixou a carteira esquecida e aberta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E quando reparo, vejo que tem uma fotografia minha e do A. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conto ao meu pai que me diz que a minha avó não a quis num porta-retrato para que "eles andem comigo para todo o lado."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, em silêncio, lembro-me quando encontrei na secretária do meu avô, depois da sua morte, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;presos por um elástico, todos e cada um dos postais que a minha mãe nos ensinou a gostar de escrever. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A letra infantil foi mudando, tornou-se num espelho do que nos foi acontecendo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Leio os postais - sempre as mesmas palavras - "saudades, avô."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Temos saudades tuas, querida avó."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma frase que se destaca, num postal meu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Quem me dera que estivessem aqui"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Percebo que certos desejos nos acompanham toda uma vida. São como certos lugares aonde chegamos para dizer:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Estou em casa. Sou daqui."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha família ensinou-me essa espécie de vício que pode ser o amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E quando penso naquela casa, consigo lembrar-me desse rapaz que um dia teve algo que o mundo pôde atingir, mas que a valsa do tempo não consegue, afinal, levar da verdadeira morada do amor - essa que é, afinal, o nosso peito.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2092030304779780208?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2092030304779780208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2092030304779780208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2092030304779780208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2092030304779780208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/casa.html' title='casa.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-5241045501313957274</id><published>2011-10-01T18:59:00.006+01:00</published><updated>2011-10-03T00:46:23.520+01:00</updated><title type='text'>"O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cidade era um mar de luz. Nas ruas, cães pachorrentos erguiam a cabeça levemente como esperando a brisa que lhes aliviasse o peso do calor espesso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Encontrei a igreja flutuando no silêncio que é o lugar de onde nascem todos os nomes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As paredes são grossas - tudo me lembra o que permanece, tudo me lembra esse abrigo que todos procuramos ter uns nos outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há gente com a tristeza gravada no fundo dos olhos suplicantes - não ausculto que dores são as delas, que tormentas lhes dominam o pensamento. Acredito que todos nos recolhemos sob a sombra calmante da esperança - da esperança de que aquilo que vamos pondo na soma dos dias prevaleça sobre os desaires da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No silêncio, lembro nomes cujo som ainda ecoa nas paredes dentro de mim - é para eles que as minhas palavras vão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Penso nesse país que se desmorona - nas pessoas que são minhas amigas e que ouço pela noite dentro, e peço por eles. E na conduta deles - sempre persistindo sobre a vida, encontro Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro a minha infância - Deus era um cúmplice nesse desabafo do amor que é uma infância feliz. E, dentro de mim, renasce a mesma criança com essa absoluta vontade de amar como sempre lhe mostraram ser possível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará.", lembro-me eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, de facto, enquanto me lembro daqueles de quem gosto, percebo que Deus sempre se manifesta na minha vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Amor é como uma memória que não se apaga, que não precisa de corpos como prova da sua consistência. Do silêncio da vida, dessas horas mais difíceis do caminho, vale a pena arrancarmos esse principiar do amor e da entrega. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No silêncio, agradeço. Agradeço essa vontade de continuar em direcção ao outro, em direcção ao que podemos arrancar do silêncio para firmar sobre a areia da vida, compromissos de ferro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na saudade que sinto - como um hino que não cessa dentro de mim - vejo que há sentimentos que não condizem com a condição de homem, com a condição de um corpo e de um tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E sei, hoje, que do amor que me deram, nasceu essa esperança constante de haver lugares onde temos de estar, pessoas que temos que amparar para nos segurarmos a nós na esteira da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; E Deus manifesta-se nessa maravilha da descoberta de noites que não são solitárias, de vidas que não são  monólogos porque cosemos do outro lado do nosso caminho nomes que guardam a verdade sobre nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sei que há dores que me atingem, contradições que nos dilaceram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas, com a alma toda entregue nessa vontade de ajudar, percebo que o amor é um resgate que vale a pena pagar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma velhinha sorri-me no banco do lado - despeço-me dela quando saio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"-Deus o abençoe, menino."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sorrio-lhe - saio para o mundo com esse consolo no peito de saber que, no meio da encruzilhada da vida, sempre encontramos alguém com quem aprendemos que, amando, nada nos pode faltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E, sempre que isso acontece, deixamos como prova desse amor a esperança que nos inunda o olhar porque, afinal, somos capazes de voar mais alto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-5241045501313957274?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/5241045501313957274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=5241045501313957274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5241045501313957274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5241045501313957274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/10/o-senhor-e-o-meu-pastor-nada-me-faltara.html' title='&quot;O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará&quot;'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-223698621947610875</id><published>2011-09-28T00:20:00.004+01:00</published><updated>2011-09-28T01:25:21.194+01:00</updated><title type='text'>avô,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A tarde caía sobre o verde - ao fundo, os ruídos do bulício dos homens e dos corpos sob um céu aberto em fogo. As vindimas chegaram - a terra enche-se de passos e mãos laboriosas e de gente que me habituei a ver seguir a tua voz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os seus corpos estão mais fracos - são como pequenos vestígios da força que tinham na minha infância, mas os seus olhares dirigem-nos a mesma ternura. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos bocados da história das vidas deles - guardam no fundo do olhar o respeito que queriam dar-te a ti, mas que quem recebe sou eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antes de me verem chegar, ouço-os falar de ti - há um carinho na voz que revela a saudade de terem alguém que lhes aliviasse as dores da fome e da miséria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foste o amparo daquela gente toda - só hoje vou sabendo o que tu nunca me contaste, mas que te pôs cativo no coração de tanta gente. Devem-te tanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre suspeitei dessa tua lisura e atenção ao outro - desse teu confiar no carácter como sismógrafo da consciência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Menino, no tempo do seu avozinho é que era. Os meninos sempre ao redor deles."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E lembro-me de mim e do A. nas ribanceiras nessas tardes em que nada ia acabar, de ti e da avó nessas picardias que vos faziam mais cúmplices até ao fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta semana faltaram-me coisas demais - fujo para o verde para ouvir esses ecos de um tempo em que o mundo era como uma sucessão de encontros felizes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, enquanto os empregados falam de ti e de nós maravilhados contigo, são como testemunhas das coisas que ainda vivem e viverão em mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Soube-me bem que me pusessem as mãos nas costas - agradeciam-me que o teu ocaso tivesse aliados nesse desafio de firmar um compromisso com a terra e as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Como o tempo passa, menino. Mas a sua avozinha é um exemplo. Não há quem a derrube."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falam-me na minha avó e, no silêncio, quero que o que dizem se torne a mais absoluta das verdades; se imponha sobre o meu medo como um dogma de ferro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para eles, eu e o A. somos a continuação dessa gente que lhes compôs a vida, que foi o chão dos seus passos humildes e agradecidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No meio daquela gente, longe do ruído estéril da pompa, senti-me inteiro - esse R. que fazia os teus olhos sorrirem de orgulho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta semana voltou-me a recordação do adeus que o teu corpo me impôs. Mas, ali, havia essa verdade que aquelas pessoas me diziam, me confirmavam ter existido - nós, frutos desse mesmo sangue que nos fez um do outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quase acreditei que chegarias e dirias, de novo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Já viram como estão os meus netos? São um orgulho."  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fazes-me falta, avô. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A tarde despedia-se com calma - os dias, no entanto, mais apressados e com o sono mais pesado, duram já menos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, no meio daquelas pessoas que ainda resistem sobre o abalo do tempo, tudo pôde ser esse mar de tranquilidade que o teu nome fez nascer no meu peito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todas as perdas me lembram da solidão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E a solidão lembra-me de ti. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E desse dia em que ela ficou mais funda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-223698621947610875?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/223698621947610875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=223698621947610875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/223698621947610875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/223698621947610875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/avo_28.html' title='avô,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-6253425050290918343</id><published>2011-09-22T20:10:00.005+01:00</published><updated>2011-09-22T20:53:24.716+01:00</updated><title type='text'>avó,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A noite caía - no silêncio boiava uma tristeza que se infiltrava nos ossos com o frio que chegava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olho-te da porta da igreja - não me vês ainda e admiro a tua força, essa tua vontade de não deixares um bocado de ti perdido no mundo, mesmo no fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um apelo que me acorda no peito - os teus olhos azuis como uma longa manhã de primavera, esse teu corpo frágil que esconde uma força que verga a dor, que verga o vazio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Finalmente os nossos olhos encontram-se e o teu rosto acende-se, de imediato. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Corro para ti - sei que nos habituamos a chamar um pelo outro pela certeza de que partilhamos um lugar só nosso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ficamos lado a lado - eu com vontade de te poupar daquela despedida que me doía por me lembrar que as coisas acabam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Durante a tarde lembrei-me de ti e do avô quando nos viam brincar naquele verde imenso que tinha um calor que sabia a paz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ouço palavras lançadas sobre a noite que principia - e pergunto-me se algum dia posso ver-nos o fim: o fim daquilo que foi a minha vida até hoje - essa família com um chão de granito que o mundo não pode abalar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Faltam-me as palavras e os pensamentos ficam imersos nesse impulso que tenho de te amparar - não me quero perder, não quero deixar de ser a pessoa que ajudaste a fazer mais funda e que vive mais feliz por te saber nalgum lado a desejar-me coisas sem a medida dos homens e da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fomos cúmplices nesse crime de fazer da vida uma viagem sem destino - ambos nos queremos, no fim, perto um do outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E rezo, em silêncio, com uma vontade que me morde para que fiques.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma multidão que nos rodeia - a tua mão procura a minha e prende-se nela com força. Os maiores amores são clandestinos, vivem desses gestos que o mundo não vê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei que me escolhes, que te abrigas nessa promessa de eternidade com que aprendi a dizer a palavra avó - sabes que quero que me procures para que da noite da vida, sempre nasça a luz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um sopro ácido dentro do meu peito que me dói - o toque da tua pele e os teus olhos fixados em mim, apagam o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De súbito, nada mais existe - há esse momento em que a vida triunfa sobre a morte. Vingo-me dela com a força da minha mão na tua, numa noite infeliz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agradeço-te tudo o que torna a tua lembrança um manto de luz e acredito que, no meio da noite escura em que ambos perdemos,  haverá alguma justiça em desejar que nos deixem ficar presos um no outro pelos laços que o sangue e a cumplicidade forjaram esses anos todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A noite chega, enfim, manchada das lágrimas que choras dentro do peito e mais ninguém ouve. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu ouço-tas - e com esse estar contigo num momento em que verde não se parece com paz, digo-te que, apenas nos perderemos um do outro, quando um dia de mim se perder a minha vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando, um dia, eu me perder de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-6253425050290918343?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/6253425050290918343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=6253425050290918343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6253425050290918343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6253425050290918343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/avo.html' title='avó,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4151144116403230259</id><published>2011-09-20T19:35:00.003+01:00</published><updated>2011-09-20T20:05:36.183+01:00</updated><title type='text'>Tio,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Habituei-me a identificar esta família pelo azul dos olhos. Cedo percebi que, na mesma casa onde nasceu a minha avó, nasceram outros tantos que me ensinaram quem eu sou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O azul dos olhos escondia esse apelo do sangue que vos fez maiores - deixam na vida uma lembrança que destrona o medo; há um rasto vosso que nos diz por onde ir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Tio será sempre o mais novo de uma casa grande onde os afectos eram carícias sobre as feridas que o mundo nos deixa para curar pelo caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembrá-lo-ei sempre por me ter agradecido o amor que guardei à minha avó desde o primeiro dia. Por ter reconhecido nessas duas crianças que cresceram sempre a mesma devoção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aprendi a reconhecer o amor que tinha pela minha avó - doente conduzia para a ver - e logo aprendi que há caminhos que percorremos para podermos viver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma raça, uma família, um nome constroem-se desses testemunhos que não nos deixam esquecer quem nos pertence e quem serve para testemunhar que há, de facto, valores maiores do que o tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A hora do adeus não chega entre nós - em silêncio, no meio da multidão, há uma casa que visito e reinvento no meio da solidão que dói hoje. É a casa que vos abriu a janela do mundo, mas manteve o chão assente nesse pilar que é o amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ao meu Tio que já não me ouvia eu digo - obrigado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O nosso nome faz-se maior do que a vida sempre que não ignoramos o milagre de pertencermos a um caminho que foi feito para nos pertencer a todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O meu sangue chama por essa casa inteira - e secretamente deseja que o Tio tenha encontrado todos os que sempre esperaram por si. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Digo-lhe que os encontre e lhes diga que aqui, no meio do caos, alguém sabe que no fundo dos olhos azuis desta raça sempre existiu essa força maior de desafiar o fim com uma vontade de voltar onde somos precisos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fico por aqui, meu Tio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um dia, quem sabe, sob o azul dos mesmos olhares, nos juntaremos para continuar aquilo que sobra numa vida que nunca chega. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Obrigado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Até sempre!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4151144116403230259?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4151144116403230259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4151144116403230259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4151144116403230259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4151144116403230259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/tio.html' title='Tio,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2678235652777664292</id><published>2011-09-16T17:21:00.008+01:00</published><updated>2011-09-16T18:02:11.902+01:00</updated><title type='text'>Nós.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na minha família há um nós. Há sempre mais alguém que se junta na longa mesa de jantar; há sempre alguém que já morou nas paredes daquela casa - bisavós, tios e primos que se juntam debaixo desse abrigo da vida que me ensinaram ser os afectos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O singular nunca me pareceu inteiro - a minha vontade nasce com outros nomes bordados nos desejos que ponho no caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca me senti sozinho na minha infância - e ir crescendo é, irremediavelmente, encontrar sentido depois da perda. Debaixo dos olhos do meu avô, da Gó, da minha mãe, da minha avó a vida parecia uma sucessão de promessas feitas de aço e do calor dos corpos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acreditei que a vontade de estarmos juntos chegaria sempre para fintar a morte e prolongar a linha da vida sobre os abismos do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Houve um dia em que os dias começaram a ter lugares vazios, palavras que não podiam ser entregues com a força de um abraço ou de um passeio ao fim da tarde. Não havia essa facilidade que empresta ingenuidade ao amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje gosto de amores difíceis - desses que nos dominam com uma violência que aprendemos a bordar com as memórias desses tempos inteiros e serenos de quando o mundo nos esquecia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A tarde caía na casa - a minha mãe e a minha avó tinham estado a conversar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fiquei sozinho com aqueles olhos azuis que são como um pedaço de paz no meio das dúvidas que cirandam nas veias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha avó sabe que tenho medo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Um dia vou ter que ir, meu filho." - diz-me ela. "E não quero que venhas atrás."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha avó, enquanto diz isto e sorri, sabe que certos amores são como vícios - temo-los no peito com raízes em hábitos que nos habituamos a cumprir como numa espécie de sacramento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Um dia vais casar, ter filhos, vais ter momentos de uma felicidade imensa."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- E se não estiveres lá, avó?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"-Filho, nunca te esqueças que os meus olhos vão procurar sempre os teus."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para mim amor é uma palavra que se conjuga no plural. E, quando se ama da forma como nos amamos lá por casa, a verdade é que tudo podia ter continuado na mesma, como se a vida não acabasse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A grande lição da minha vida é que não acaba - o amor é como uma escolha que se faz acima da finitude dos corpos e dos tempos. E a minha avó escolheu segurar a minha mão numa estrada que há-de continuar depois dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Revelo-lhe o meu amor nessas tardes de doces e de travessuras que a fazem rir muito com o olhar aceso de malandrice e de orgulho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Despeço-me - "gosto muito de ti, avó."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, então, percebo que tudo pode mudar, mas que certos desejos continuam cravados no coração das pessoas como o nome que têm ou a alma que guardam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há sempre um abraço apertado entre nós - sou eu dizer: "avó, e os meus olhos vão sempre encontrar os teus."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eu sei que ela me ouve. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E acredita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2678235652777664292?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2678235652777664292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2678235652777664292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2678235652777664292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2678235652777664292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/nos.html' title='Nós.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-3458499690624927509</id><published>2011-09-16T17:16:00.000+01:00</published><updated>2011-09-16T17:17:38.455+01:00</updated><title type='text'>carlos mesquita &amp; sérgio leitão@fórum da maia.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-hUGQwqo7EAM/TnN2lFy3oHI/AAAAAAAAAzQ/ihdUDW8Vu9I/s1600/image_large%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 234px; height: 320px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652992336862879858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-hUGQwqo7EAM/TnN2lFy3oHI/AAAAAAAAAzQ/ihdUDW8Vu9I/s320/image_large%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-3458499690624927509?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/3458499690624927509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=3458499690624927509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3458499690624927509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3458499690624927509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/carlos-mesquita-sergio-leitaoforum-da.html' title='carlos mesquita &amp; sérgio leitão@fórum da maia.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hUGQwqo7EAM/TnN2lFy3oHI/AAAAAAAAAzQ/ihdUDW8Vu9I/s72-c/image_large%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-6496447118728570652</id><published>2011-09-14T13:14:00.000+01:00</published><updated>2011-09-14T13:15:06.446+01:00</updated><title type='text'>M.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E se algum dia me afastar de ti,&lt;br /&gt;E se algum dia me esquecer de nós,&lt;br /&gt;Vem procurar me onde eu estiver&lt;br /&gt;Não penses que eu sei ser sem ti,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois sou apenas um aprendiz de Viajante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-6496447118728570652?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/6496447118728570652/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=6496447118728570652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6496447118728570652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6496447118728570652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/m.html' title='M.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-5041991238544199482</id><published>2011-09-11T16:00:00.008+01:00</published><updated>2011-09-12T11:22:38.147+01:00</updated><title type='text'>noite.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No meio do jardim havia um banco virado para a cidade. Nas noites de Verão, o meu avô esperava o cansaço do corpo envolto no silêncio. Eram noites amplas na minha vida de criança - não sabia, ainda, que há noites das quais nascem dias mais vazios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sentava-me e o meu avô queria saber de mim - a sua voz era serena como são as vozes das pessoas a quem a vida pouco pode roubar ou deixar por fazer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ouvia sempre essas histórias - o meu pai pequeno e os meus tios - e o meu avô com essa força de os querer grandes, protegidos do mundo e das agruras da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falava-me da minha avó - o seu olhar iluminava-se e via-se que a admiração profunda era o chão daquele amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contava-me como a mãe lhes falava junto à lareira da casa a que todos voltamos hoje - essa mulher que ensinou ao meu avô a ternura que nasce do exemplo. A  lareira era o lugar dos afectos - e bem o sabe o meu tio Arnaldo que canta a mãe e os irmãos nos poemas que são linhas de saudade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu avô deu-me a mim e ao A. isso que viu acontecer com ele - há pessoas que se tornam nossas cúmplices nessas horas escondidas do mundo, que se tornam cúmplices nesse crime maior de desejar um amor sem tempo, sem lugar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu avô era o meu herói - há essa admiração que me nasce do desafio que ele vincou no caminho dos dias - não havia cansaço, não havia fim para essa vontade de erguer uma fortaleza que nos desse do mundo uma perspectiva segura e doce. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu avô adorava a minha mãe - falavam muito os dois e ele via nela características que lhe agradeceu por as ter posto nos seus dois netos preferidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cidade adormecia - à volta dos meus ombros, o braço firme do meu avô e esse sentimento de triunfo sobre o mundo que me acompanhou os dias de criança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo o amor completo nos faz um pouco egoístas - pode-se esquecer, por momentos, o mundo; esquecer para lembrar melhor. Para lembrar essa dádiva de termos alguém que nos cose no carácter a devoção, ecos de coisas que são maiores do que os códigos do mundo; maiores do que o medo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu avô nunca teve medo - amou-nos com uma escala que vence o vazio; que nos fala do lado de lá da solidão, para que ainda o possamos ouvir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje a minha avó senta-se comigo - falo-lhe eu do marido que foi o meu avô. Agradece-me, em silêncio, que lho lembre; que me lembre dela comigo ao colo. Que lhe fale do espaço que eles os dois têm na minha vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela sorri - adivinha que eu e o A. jamais os esqueceremos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Sei que tu e o A. vão ser grandes." - diz-nos ela, sem nunca suspeitar que, naquele lugar, o meu avô nos disse o mesmo. Eles acreditam que connosco a família, a mística, o passado, a memória não morrerão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com um abraço que lhe dou, com a noite a cair sobre o mundo, quero responder-lhe que, graças a eles, a esta família que fizemos, pude ser maior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A maior grandeza foi a que descobri amarrada no amor que lhes tenho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E essa, como eles sabem, nada pode igualar.&lt;/span&gt;       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-5041991238544199482?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/5041991238544199482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=5041991238544199482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5041991238544199482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5041991238544199482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/noite.html' title='noite.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4591881940399999194</id><published>2011-09-11T15:00:00.000+01:00</published><updated>2011-09-11T18:00:02.077+01:00</updated><title type='text'>mãe,</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Se tanto me dói que as coisas passem&lt;br /&gt;É porque cada instante em mim foi vivo&lt;br /&gt;Na busca de um bem definitivo&lt;br /&gt;Em que as coisas de Amor se eternizassem&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4591881940399999194?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4591881940399999194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4591881940399999194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4591881940399999194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4591881940399999194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/mae.html' title='mãe,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8656854985980873445</id><published>2011-09-11T02:33:00.002+01:00</published><updated>2011-09-11T02:34:46.739+01:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;"&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma vida boa, não é uma boa vida"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Maria José Nogueira Pinto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8656854985980873445?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8656854985980873445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8656854985980873445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8656854985980873445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8656854985980873445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/blog-post.html' title='.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-1643887361844989152</id><published>2011-09-05T12:50:00.004+01:00</published><updated>2011-09-05T14:01:22.795+01:00</updated><title type='text'>do terraço.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do terraço, a paisagem é como um corpo verde que descansa, sob o olhar do céu. O casario é como um bordado posto na paisagem pela vontade dos homens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vinhas a perder de vista, pequenos muros e pássaros num voo veloz e certeiro. Ao fundo, tanques como espelhos de água - aliados nesse hino de ampliar a beleza de certos lugares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu avô nasceu para o mundo naquela casa e o mundo nasceu para ele com aquela forma de um sol como uma cascata de fogo, silêncio a boiar num ar de cristal e  o cheiro das camélias que a mãe e as avós tinham plantado.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma fotografia sua, em menino, agarrado à mãe no recato daquele jardim - era uma criança com um olhar sério mas fundo, com a meiguice desenhada na forma como olha para a mãe, que sempre se quis amparada por ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A roupa era ligeira e em tons claros - talvez fosse Estio, com esses rigores que o corpo finta com a leveza das cores e dos tecidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O mesmo lugar de sempre - as copas das árvores enormes, o mesmo cheiro e, hoje, os frutos que nós somos a pisar o mesmo chão. Na verdade, aquele jardim sempre me pareceu uma promessa de felicidade - ali, ao arrepio da vontade do mundo, posso ensaiar essa valsa dos afectos que, na vida, sempre me sobrarão para um tempo que não chega. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha bisavó tem no rosto um sorriso pequeno, mas onde se nota um olhar aceso - a cumplicidade acende no corpo uma acalmia imensa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Visitei esse jardim sozinho - hoje, o meu avô já não chega da eira encantado com mais essa promessa que a natureza fez e cumpriu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, ali, no ventre escondido da casa posso ser parte desse fragmento de vida que é como um panteão de memórias que não se deixam morrer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desse terraço, o mundo parece um esboço de felicidade e eu sei porque o procuro. Aí, a mudança como que não sucede e sentimos, nós os que sofremos, que o mundo não se apressa para atraiçoar as nossas dores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo é como um cenário engalanado - todo luz e rumor de água que se perde para dentro de uma boca em ferida nos vales em brasa. E, de súbito, tudo se parece sempre e muito àqueles dias em que se chegava e a felicidade começava a acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O vento ouve-me os pensamentos e põe no verde das folhas que balançam a ternura da esperança que adoça os corações dos homens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O vale é o lugar onde sinto que o teu nome mais existe - do chão a que tu dedicaste a tua vida, ainda há vida que nasce. Ainda há vestígios do teu amor pelas ramadas altas do tempo dos teus e da tua meninice. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chego ali para me sentar a uma mesa - e não me sento sozinho. Comigo mora o exemplo desses afectos grossos como paredes de mosteiros, desses dias de trabalho e de esforço que imprimem no carácter dos homens a humildade e a gentileza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O cheiro das flores balança no ar e perde-se de encontro a um dia que abriu num azul puro e cristalino. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todos me ensinaram o gosto de estar perto - e é isso que procuro na casa mergulhada no silêncio. Estar perto - perto dos que me amaram e me fizeram com o exemplo e de mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A tarde cai sobre o verde - começa o silvo da noite e, dali, de onde vejo o mesmo de sempre - inteiro e uno - quase acredito que os teus olhos me seguem e me amparam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O cenário estava montado e no escuro da noite, um eco dentro de mim diz-me:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A felicidade aconteceu. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-1643887361844989152?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/1643887361844989152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=1643887361844989152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1643887361844989152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1643887361844989152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/do-terraco.html' title='do terraço.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-6576677941893894730</id><published>2011-09-01T11:29:00.009+01:00</published><updated>2011-09-01T13:03:40.628+01:00</updated><title type='text'>Gó.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Gó era ainda uma criança quando a vida lhe pôs o trabalho na esquina de uma infância que nunca chegara a começar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando jovem era uma mulher alta, os cabelos negros muito densos e compridos - e um puxo laboriosamente posto na parte de trás da cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os seus dedos são longos e o seu rosto embainhado de uma luz serena quando me diz o nome ou nos ouve - a mim e ao A., a alimentar a veia jovem da minha avó com provocações que nascem desse carinho genuíno da intimidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chega sempre com o seu passo largo e firme ao cimo das escadas e vem receber-nos com um sorriso onde se revela a dimensão do que nos pôs pedra dentro do coração dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Gó é uma espécie de feiticeira do carinho, da dedicação - a cozinha e a casa dos meus avós era o lugar de onde se habituou a ver o mundo e onde todas as suas feridas fecharam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cozinha era um mar de cheiros, todo um desenrolar dos sentidos como numa mística de que só ela soubesse o segredo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela foi a maior amiga dos meus avós - e uma das pessoas mais importantes da minha vida. Sempre me senti íntimo de Deus na presença dela e da sua fé que, a mim, me fez sempre sentir protegido de tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fui muito à missa com ela em pequeno - segurava-nos nas mãos tenras e, de novo, podia ela  ser criança, encantada com as travessuras dos dois seres que ela mais amou na vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os seus olhos são verdes - desse verde dos campos na aragem fresca da Primavera. A minha vida está toda guardada no fundo deles - as pessoas que mais nos amam são os únicos guardiães da verdade da nossa vida e só elas nos podem escrever a biografia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Gó falaria de nós com frases curtas e esse sorriso que lhas corta, enquanto no rosto se nota essa avalanche que ela não consegue nomear mas que sabe ser amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As lágrimas nascem como contas muito finas na dobra dos seus olhos - só ela sabe a receita que cozinhou a minha família. Viu tudo o que veio antes daquela casa ser o palco onde o meu papel e do A. se tornaram para ela os principais. Dela ouvi as descrições mais bonitas da minha avó e do meu avô, da minha mãe e do A. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pintou-os com o traço claro dos sentimentos nus, escondidos na dobra da pele e com essa verdade feita da matéria composta do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando olha para a minha avó ela admira a mulher e rende-se ao tamanho da vida que ela fez nascer dentro daquela casa. Mas a Gó foi sempre a cúmplice desse crime quase perfeito de fintar a morte com a firmeza do sonho e da ambição. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eram momentos verdadeiramente bons os desses lanches no quarto da costura, enquanto ela punha o carinho em doses abundantes numa conversa que a fazia rir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Gó chorou todas as desgraças da casa - ainda me lembro do que se apagou no seu rosto no dia em que o meu avô nos deixou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fala muito dele e, às vezes, cobre o nome dele de silêncio - como eu, ela sabe que nada pode igualar a dimensão de um homem que viveu numa vida mais futuro do que eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A casa e os seus armários enormes repletos de rendas, linhos, lençóis, monogramas bordados nas toalhas com o nome que usamos todos dentro do peito são terreno de ordem e lei - são a jurisdição da nossa Gó que nos põe no cheiro da roupa e no amaciar da rotina um pouco da poesia da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aprendi a rezar com ela a um Deus bom - ela, de certa maneira, é um modelo daquilo que deve amparar os homens nas vertigens do caminho: um desejo de bondade bordado no peito; um desejo sincero que a casa se faça grande e as suas gentes cresçam por entre as trevas do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O maior amor é como um raio de luz que a Gó aprendeu a esperar das duas crianças com que ela sempre se sentiu igual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não lhe vou conseguir agradecer nunca. Visito-a e a saudade nasce maior no momento em que saio com uma espécie de consolo - estive com o R. que ela faz nascer, de novo, em mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma criança alegre que ela envolveu com dias de uma paz toda como um doce balanço sobre um chão firme que não se movia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Procurarei sempre por ela - ela celebrou a minha vida como os meus e nasceu no seu coração uma alegria que tornou o seu amor por nós talvez a forma mais insuspeita de amor que já tivemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não há Gós neste mundo - ainda hoje duvido que milagre foi aquele que a pôs tão junto a nós com aquele carácter que não consigo igualar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A grandeza das pessoas vê-se na forma serena com que abdicam por nós - o corpo cansado daquela mulher absolutamente incrível nunca quebrou em nome do amor que nos tinha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha família deve-lhe tudo - forjamos com ela uma aliança que subsiste para lá das vagas do tempo e o nosso nome confunde-se com o dela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Gostamos muito de ti, Gó."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Ai meninos, e eu?" - e tu, minha malandreca, gostas tanto que os teus ossos te doem porque o corpo sabe que esse impulso subsiste mesmo que um dia ele falhe e o mundo também. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obrigado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A gratidão empresta ao amor essa tonalidade humilde e serena da certeza de que, mesmo que isto não faça sentido nenhum, há pessoas que provam que o sentido pode ser uma linha recta e absoluta desenhada a direito sobre o coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-6576677941893894730?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/6576677941893894730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=6576677941893894730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6576677941893894730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/6576677941893894730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/09/go.html' title='Gó.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4007950169977001368</id><published>2011-08-30T20:19:00.008+01:00</published><updated>2011-08-30T21:09:43.161+01:00</updated><title type='text'>do silêncio.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O amor fala-nos e chega-nos no colo desses momentos que gravamos como as metáforas mais perfeitas da nossa vida. Cresci muito habituado às palavras - a pegar-lhes como a dar voz ao compasso do coração, a essa vibração do mundo que nos faz sempre mais vivos e inteiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As palavras são como o chão que fica depois de sentirmos que na vida não há muito mais a perder. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, hoje, sei que o amor tem uma face diversa - que existe no corpo das coisas e dos gestos muito mais do que na linguagem com que os possamos chamar para recordar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu avô ensinou-me o valor do silêncio como aliado do carácter - quando me segurou a mão e me olhou pela vida e pelo futuro eu soube que toda a linguagem não esgota os desejos que ele fez seus para me dar embrulhados de dedicação e companhia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há momentos tão perfeitos que as palavras são como a sombra de uma luz imensa a que não se conseguem comparar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aprendi com a minha avó a magia eterna dos olhares - há no seu olhar azul imenso essa ternura que lhe ilumina o sorriso. Fui muito mais cúmplice dela nesses momentos em que a senti saber-me inteiro e não ser preciso dizer mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estes dias agarrou-me e ficou coberta pelo silêncio enquanto eu sabia que lhe doía o irmão que não consegue deixar ir. No meu sangue como no dela, nasceu esse apelo da carne que nos faz sofrer porque um de nós está no fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha avó nunca teve um amor do tamanho da vida - e talvez esse seja o verdadeiro nome do amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eu disse-lhe, com esse estar com ela no jardim num abraço, que não havia outro lugar, não havia outra pessoa que eu quisesse mais. Não usar palavras é como acreditar que o mundo se esqueceu de nós e até acreditar que os seus desaires não nos podem escolher e encontrar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O filme da minha vida podia ser um filme mudo - o silêncio é um privilégio que assiste aos que fazem da vida um voo que não tem medida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha mãe ensinou-me o gosto das palavras e a não ter medo de as usar. Mas uma pessoa como ela, como todas as que tive, fazem da linguagem uma ínfima parte do lugar aonde elas me fizeram chegar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A linguagem não foi feita para descrever a sua desnecessidade - e é isso que é o amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com poucos na vida, o corpo pode estar vestido de silêncio para melhor se ouvir a alma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A imagem do meu avô é um infinito pôr do sol que ambos esperamos lado a lado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando penso na minha família, a linguagem é uma intromissão nessa valsa de corpos e almas que sempre acabam por se acomodar debaixo da árvore que os fez frutos do mesmo chão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Avó, sim, já disseste que gostavas de mim hoje. Não há melhor do que me escolheres como abrigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todos dizem que gostam de mim. Todos os dias - o amor vive nesse impulso todo luz que nos impele os corpos para perto uns dos outros e nos inflama a alma para uma grandeza que não foi feita para ser dita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A quem sente um amor nascer no peito como um absoluto sabe, como eu, que as palavras não chegam para descrever o que vai num abraço ou numa tarde quente de Verão, com as vidas cosidas juntas pela sintonia dos afectos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Avó, não fales que eu ouço-te. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O silêncio é uma forma de triunfo sobre o mundo - no silêncio não há outro ruído que não o do amor que nos propomos a escutar perto de quem amamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto seguro nos braços a minha avó e o dia cai por entre as árvores do jardim, lembro-me do que ela me disse a respeito do marido, com os olhos muito acesos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Tudo o que interessa é que, no fim de contas, eu sei que ele sempre me amou."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, com isto, sei que a minha avó pôde ter de novo o homem que amou e que lhe mostrou que o amor vive muito mais na intensidade dos gestos e das condutas que no corpo imperfeito das palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4007950169977001368?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4007950169977001368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4007950169977001368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4007950169977001368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4007950169977001368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/do-silencio.html' title='do silêncio.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-291263668051414275</id><published>2011-08-27T13:10:00.001+01:00</published><updated>2011-08-27T13:10:41.148+01:00</updated><title type='text'>josé gonzález_down the line.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 334px; HEIGHT: 257px" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/LhGRjWvnkD0?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-291263668051414275?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/291263668051414275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=291263668051414275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/291263668051414275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/291263668051414275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/jose-gonzalezdown-line.html' title='josé gonzález_down the line.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LhGRjWvnkD0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8677916857286505556</id><published>2011-08-24T15:34:00.001+01:00</published><updated>2011-08-24T15:35:42.432+01:00</updated><title type='text'>os espaços em branco_agustina bessa.luís.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2C_Kh1d2iaY/TlUML1Kn8wI/AAAAAAAAAzI/aesgE4PphJQ/s1600/novo2%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644431105368519426" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2C_Kh1d2iaY/TlUML1Kn8wI/AAAAAAAAAzI/aesgE4PphJQ/s320/novo2%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8677916857286505556?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8677916857286505556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8677916857286505556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8677916857286505556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8677916857286505556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/os-espacos-em-brancoagustina-bessaluis.html' title='os espaços em branco_agustina bessa.luís.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2C_Kh1d2iaY/TlUML1Kn8wI/AAAAAAAAAzI/aesgE4PphJQ/s72-c/novo2%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-1849377905231010857</id><published>2011-08-21T15:46:00.013+01:00</published><updated>2011-08-21T17:04:07.467+01:00</updated><title type='text'>Dos retratos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cresci rodeado de retratos. São rostos de pessoas que o sangue me fez herdar e que habitam os móveis das casas da família como pedaços de memórias felizes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desde pequeno lhes quis saber o nome - e a minha família rapidamente me desvendava um pormenor da vida desse alguém que nunca os deixava esquecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Herdei da minha família esse gosto de os ter por perto - olho os rostos, as pérolas, as peles, os fatos de corte perfeito dos homens que já tiveram, como eu, a vida ao dispor dos passos. E sempre me pergunto como seriam as suas vozes. Muito das pessoas se conhece pelo olhar, mas a voz é algo que se nos enfia na pele e ecoa dentro de nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagino que dias correram nas vidas que foram as deles - tento adivinhar se a felicidade os banhou como a luz que entra na sala de onde os vejo. E resolvo perguntar à minha avó se a mãe dela foi uma pessoa feliz; como eram os irmãos dela; como se apaixonou pelo meu avô. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pergunto à minha mãe pelo lado dela - e enquanto ela fala vejo a minha bisavó no dia do seu casamento com o homem que foi o amor da vida dela e um dos maiores amores da vida da minha mãe que não deixa esquecer o avô. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pergunto à minha mãe pela mãe dela - e ela começa a desenrolar o novelo desses dias felizes perto dessa mulher extraordinária que foi a minha avó. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, mais uma vez, retorno aos retratos e quase consigo adivinhar o tom exacto das vozes dessas pessoas - o seu carácter é o que fica como legado sobre os tempos e é isso que depõe a favor dessas vidas que esperam no meu sangue para se manifestar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha avó fala-me da mãe e dos conselhos que ela lhe deu para que ficássemos todos sempre juntos - a minha avó mergulha dentro dela e resgata a mãe carinhosa que ia com o motorista vê-la ao colégio e a fazia doer de saudade; recorda o maravilhoso pai que a fez uma mulher que chama os sentimentos pelo nome e os torna vivos na voz e nos gestos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vejo como a minha avó olha o meu irmão - o seu rosto abre-se e fica orgulhosa por ver no génio e nas feições o marido que nunca admite ter perdido para a morte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tudo o que existia nos retratos - os móveis, as jóias, os relógios de bolso e numerosos botões de punho moram hoje connosco - quando alguém os usa, vejo a minha mãe, a minha avó orgulhosas porque alguém hoje ainda chama por eles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Ricardinho, um dia, quando eu cá não estiver, tu e o teu irmão guardam estas coisas todas?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"- Oh avó, claro que sim, que disparate." (sabendo nós que o que nos dói mais é que todos os retratos teus nunca nos chegarão.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"-Realmente, meus filhos, até parece que não sei quem tenho.", diz-nos ela e ficamos os dois felizes por vê-la tão certa, como nós, que a vontade nos traz sempre juntos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, percebo hoje, que os retratos nos ajudam a saber quem temos - são uma forma de termos sempre o meu avô naquele fim de tarde, sobre o verde da paisagem, que mora preso naquele olhar que alguém fixou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ter uma família é gostar de aperfeiçoar uma impressão vaga que baloiça na valsa do tempo - é poder arrancar do vazio esse tio avô que só usava sapatos oxford e acrescentar à imagem dos retratos esse gosto particular que deixa adivinhar outros traços do carácter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa é a verdadeira e mais valiosa herança - a que nos chega sobre a forma de narrativa apaixonada que se sobrepõe às perdas, à fraqueza do corpo, à própria finitude. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha avó colecciona retratos e a minha mãe sempre procurou tê-los por perto também - as duas são pessoas que não se querem perder. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também eu fico contente pelo A. - todos os dias se torna mais parecido com o meu avô e tudo se torna mais curioso porque a predilecção que sempre tiveram um pelo outro é hoje mais visível que nunca. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os retratos não chegam, nunca chegam - por isso, enquanto crianças, nos iluminaram logo pequenos aspectos, defeitos, brincadeiras que foram os daquelas pessoas. Os adultos sabem que as crianças tendem a recordar as pessoas pelos seus traços mais exagerados ou diminutos - timidez, força de carácter, azul fundo dos olhos e outras coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Visitamos as terras e a minha avó rejubila quando lhe dizem que eu e o A. "somos da raça" - para ela, que nos quer ver o futuro, há uma certeza de que o pai dela, a sua mãe e os irmãos que jamais esqueceu, continuam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tiramos muitas fotografias com a família - lá estão mãe, pai e avós na cómoda do meu quarto e do A. Todos os dias, quando acordo, quase consigo ouvir o meu avô a conversar com a minha mãe na sala. E a minha avó toda um sorriso porque leva na carteira mais uma fotografia com os dois netos que ela ama mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os retratos são sorrisos postos para lá do esquecimento e do desmembramento dos clãs. Na minha vida, na minha casa e no meu coração haverá sempre um lugar para todos eles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os que vierem depois deles conhecerão esta morada aberta onde todos nos queremos reunidos. A minha avó chegará aos meus. Pequeninos perguntarão: "Quem é?" E eu direi: "Era a tua bisavó que tinha um olhos azuis, azuis como o céu num dia largo de Sol."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O mesmo com os meus pais, o meu avô ou a Gó que são a medida exacta da minha família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei que não há retratos que cheguem para uma vida onde caberia muito mais, se nos dessem mais tempo. Mas ter a luz do olhar daqueles que nos tornaram o caminho mais sereno é algo que empresta ao lugar onde moramos essa face perfeita de um amor que não precisa de corpos para ser inteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-1849377905231010857?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/1849377905231010857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=1849377905231010857' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1849377905231010857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1849377905231010857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/dos-retratos.html' title='Dos retratos.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7148490918251121608</id><published>2011-08-19T22:27:00.002+01:00</published><updated>2011-08-19T22:37:17.201+01:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O desejo é sempre uma forma de rendição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7148490918251121608?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7148490918251121608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7148490918251121608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7148490918251121608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7148490918251121608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/blog-post.html' title='.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-3405656669663533354</id><published>2011-08-16T19:35:00.001+01:00</published><updated>2011-08-16T19:35:48.058+01:00</updated><title type='text'>o princípio da incerteza.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 326px; HEIGHT: 256px" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/1A-p5vP_044?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-3405656669663533354?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/3405656669663533354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=3405656669663533354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3405656669663533354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3405656669663533354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/o-principio-da-incerteza.html' title='o princípio da incerteza.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1A-p5vP_044/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8445352723988179519</id><published>2011-08-16T01:26:00.004+01:00</published><updated>2011-08-16T02:14:00.006+01:00</updated><title type='text'>do Minho.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há no Minho um país feito de verde que desagua na fita azul do mar de encontro ao sol. Há um céu alto como o tecto de uma catedral toda bordada de luz e beijada pelo vento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As cidades do Minho são como velhos hinos a um Portugal de caminhos serenos, vales imensos, almas abertas como janelas perto dos campos cultivados de milho alto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As fachadas são como corpos sempre presentes com braços de ferro forjado feitos varandas floridas e as pessoas têm no gesto e na voz a pureza afiada da sinceridade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A voz, como a paisagem do Minho são um convite - é como se se entrasse num universo paralelo que se conservou intacto porque forjado nesse poder feito cumplicidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Percorrer a pé os caminhos entre as pequenas terras beijadas pelo mar é encontrar essa fé erguida contra o fogo do ar quente e tocada pelo cheiro intenso a maresia nas tardes que adormecem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Minho é como um véu de silêncio e de acalmia - ouvem-se as horas naufragar sob o peso do ar límpido e os corpos a recolher do arrepio das noites ventosas uma disponibilidade para saborear; para tocar com os dedos essa promessa de liberdade que é o tempo feito ausência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No Minho a culinária é genuína - vive-se ainda muito perto dos ciclos da terra e há uma altura em que os legumes e as sobremesas enfeitam as mesas a afiar a gula. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As casas erguem-se perto de florestas - tudo é monte e mar e cultivo - nessas casas há sempre o cheiro da terra, o humor de uma paisagem animada e viva e o rumor altivo do mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As noites do Minho são uma sinfonia de vento que varre a escuridão com o seu passo apressado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas os olhos dos minhotos revelam o carácter vincado e manhoso daquelas gentes - o Minho equilibra-se em alianças que remontam a tempos imemoriais e tudo se mantém porque todos sentem aquela terra como sua. Nesse sentido, há um sentimento de partilha, embora o Minho seja terra de caseiros que alimentam no peito um desejo de pertença que desliza facilmente para a posse e a sua vertigem e violência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As gentes do Minho fazem daquele pedaço, um caminho sempre a tempo desse país que resvala noutros sítios tocado por uma modernidade bacoca e uma fraudulenta confusão de luxo com prosperidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Minho é a face mais perfeita do Norte - um carácter esculpido como o ouro de Viana num trabalho impressionante e genuino; é terra onde a natureza não se rende e isso imprimiu no coração daquelas pessoas a humildade, que é uma filigrana de valor incalculável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ao Minho volta-se mas o Minho nunca se esquece - como num amor aceso, esse lugar é todo ele, sempre, uma promessa de saudade que se nos grava no peito para ficar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há nas mulheres minhotas essa gentileza de um sorriso que quando se abre totalmente se assemelha muito aos dias de Sol. Mas as mulheres do Minho não se vergam - há nelas uma legitimação que vem do esforço e de só acreditarem na vida como uma forma de comunhão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Minho é terra de poder mas sobretudo de legitimidade - ela nasce da memória feita pedra firme e do exemplo. As gentes do Minho acreditam no exemplo e é isso que respeitam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por isso no Minho se conquista apenas com o carácter feito manifesto nas acções dos homens. Não há amores no Minho que nasçam das palavras - as mulheres do Minho preferem o silêncio convicto da acção do que rumor vazio de promessas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O reencontro com esses lugares, essas pessoas e esse modo de viver são como respirar um ar que escasseia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em nós, fica essa melancolia que emana das escarpas da paisagem e que deixa na pele saudades do cheiro a maresia e do arrepio fundo que só a beleza feita uma espécie de altar pode causar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Minho não é, afinal, um capricho - para aquelas gentes e para todos os que, como eu, por ele se apaixonem assume, no final de contas, a forma inteira de uma devoção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8445352723988179519?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8445352723988179519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8445352723988179519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8445352723988179519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8445352723988179519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/do-minho.html' title='do Minho.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-9010326861098630754</id><published>2011-08-16T00:35:00.001+01:00</published><updated>2011-08-16T00:36:19.251+01:00</updated><title type='text'>baby I want you_amos lee.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 309px; HEIGHT: 294px" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/-971hGsGXJ4?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-9010326861098630754?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/9010326861098630754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=9010326861098630754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/9010326861098630754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/9010326861098630754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/baby-i-want-you.html' title='baby I want you_amos lee.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/-971hGsGXJ4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-3215690399637191929</id><published>2011-08-07T23:43:00.008+01:00</published><updated>2011-08-08T09:18:55.970+01:00</updated><title type='text'>"Vamos, sim."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"-Vens ver-me hoje, Ricardinho? E o teu irmão?" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma boa parte dos meus dias começam assim. A mãe ri-se do lado de cá do telefone porque já sabe que palavras vêm do outro lado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"-Vamos, sim, Avó."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E sou eu quem gostava que eles acabassem sempre assim - o amor como esse corpo que nasce de actos simples. Esse ir a tempo, chegar e aguardar por essas imagens, palavras e gestos que sei me manterão sempre perto de uma ideia muito clara de felicidade - como um jardim silencioso bordado de cheiros e ruído a água por perto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todos os dias conheço melhor a minha família - há sempre alguém que não os deixa esquecer, que lhes presta homenagem com as palavras ou com o silêncio de um olhar embaciado pelas lágrimas que diz tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As palavras são a nossa forma de cravar o orgulho no lugar das ausências - desde sempre me ensinaram a acalmar o vazio das perdas com esboços sempre mais perfeitos de um amor que subsiste. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Reconstruo a imagem daqueles que a minha mãe, irmão, avó e pai amaram com eles para que possam ter uma imagem mais perfeita, mais nítida por cima dos escombros das ausências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A memória é uma finta sobre a fatalidade da vida - nada nos pode roubar o sol de tardes infinitas, as frases ditas a direito sobre o coração, sobre as lágrimas e as dúvidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Escrever ajuda a lembrar melhor - as palavras pousam puxando pelo fio da memória e cada linha é como um abraço ou uma ruga que fica mais apertado ou marcada mais fundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Escrever é o desabafar da memória como se se abrisse uma sala de uma casa fechada há muito para se varrer o pó e tocar as teclas de um piano há muito solitário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As palavras, como os sentimentos, são testemunhos que se deixa ao futuro - não nos queremos longe uns dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A minha avó é uma pessoa que fez da família - de mim e do A. o corpo onde ela morará no futuro. Connosco, como nos diz, chegará àqueles que vierem depois dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dizemos-lhe que saberão dos seus olhos azuis fundos como cristal, das suas mãos finas e longas, do seu gosto pelos retratos acolhidos no fundo de molduras, do seu carácter, da sua força e do seu carinho. O seu rosto acende-se, olha-nos como para nos fixar por uma última vez - estes dois rostos que desejam que não se note o medo da perda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O amor é sempre algo que nos sobra no peito perante a escassez da vida. De cada vez que a ouvimos desejamos ouvi-la mais, vê-la mais, crescer outra vez debaixo do abrigo desta família que aprendemos a amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A minha mãe e o meu pai sempre nos quiseram por perto deles - sabiam como é importante "ouvir a vida de lá para cá", como diz a minha avó. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E fizeram bem - ouvir a vida foi conhecer a forma mais sublime do amor que é a saudade feita sentimento todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No lugar das ausências pomos todos em conjunto a vontade de que eles vivam em nós nos dias do amanhã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;São como flores que voltam a nascer do chão que os sepultou - flores que transformam a vida nesse jardim calmo de flores e rumor de água fresca de encontro à pedra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Apetece-nos dizer "Avó, ainda não crescemos tudo, fica." A absoluta necessidade de alguém faz o tempo sempre uma insuficiência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O amor não se resigna ao tempo porque justamente radica na vontade. Numa vontade absoluta a quem ninguém avisou que a vida acaba. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para nós, a resposta será sempre "Vamos, sim, avó."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Porque iremos sempre - um dia, esteja onde estiver, é por ela que chamaremos como medida do azul mais perfeito, da ambição mais digna, da avó a quem tanto ficamos a dever. ´&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma vida não chega para agradecer. Por isso, se evoca tanto cá por casa - como que a dizer o que a vida nos abafou num soluço ou nessa enxurrada intensa que é o amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Obrigado mãe e pai - só assim a face do amor fica completa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E a minha avó ficará sempre no nosso coração emoldurada por essa vontade de dar parte da nossa vida para que ela a viva connosco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"-Vens ver-me hoje, Ricardinho? E o teu irmão?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"- Vamos, sim, avó, vamos sempre."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esta é a resposta que ela ouve sempre que nos despedimos - lá no fundo ela sabe, como nós, que ao amor ninguém disse que a vida acaba. Por isso se pode amar tanto. E isso nos saber sempre a tão pouco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Só quem conhece o amor saberá que foi ele que deu ao Homem a razão porque a finitude nos dói tanto. Porque no dia seguinte, incondicionalmente, nasce uma vontade de ir. De ir no caminho que nos leva uns aos outros. Sempre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-3215690399637191929?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/3215690399637191929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=3215690399637191929' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3215690399637191929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3215690399637191929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/vamos-sim.html' title='&quot;Vamos, sim.&quot;'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7793685407790809591</id><published>2011-08-04T23:13:00.007+01:00</published><updated>2011-08-05T00:07:16.939+01:00</updated><title type='text'>Avô,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há horas maiores nesse chão verde do campo. O céu como uma pira bem acesa e o som da água que mergulha nos braços de pedra dos tanques largos e firmes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Caminhei sozinho por entre o verde - ias gostar das vinhas e dessa proximidade das vindimas que enche a casa de uma azáfama ruidosa e um bulício de trabalho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ias gostar das vinhas e eu de que as visses comigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As folhas cobrindo as uvas como palmas de mãos protectoras. Ao longe, cães que latem para o ar quente. E, por fim, o silêncio. No silêncio, sempre o mesmo chão - nosso, dos avós, dos bisavós, trisavós e de todos os outros que se prenderam nele e amaram essa terra com um amor suado e intenso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ia gostar de te ter comigo nessas horas grandes - essas que passavas comigo nos Verões da infância enquanto me contavas que muros, esteios e caminhos foram nascendo da vontade desses bocados de nós que aprendi a imaginar nos ecos do tempo a que a tua voz emprestava carinho e gratidão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fazes-me falta - nos caminhos da terra e nos da vida. Tudo continua pintado dessa acalmia e simplicidade cristalina - os animais no ritmo lento, a igreja e a capela ao fundo e os portões erguidos por entre os muros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Julgo que sempre vieste aqui para te lembrares. Para te lembrares de ti e dos teus e, ao trazer-nos contigo, ias apresentando-nos a tudo o que a esta família se coseu na alma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entro nos quartos - e pergunto-me qual seria o da tua meninice? O A. diz-me qual era aquele em que dormíamos sempre que aqui vínhamos - esses dias de romaria e de festa, de gente nas ruas e dessa fé chorona que o povo vive. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E sempre o teu olhar fundo e o teu sorriso quando eu o A. víamos os retratos das paredes e sabíamos os nomes. Como pode, afinal, um nome colar-se-nos na pele e sermos nós mais dele do que ele o nosso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tu serás sempre o avô como nenhum outro - sempre vivo nessa palavra que aprendi a dizer para te chamar. Para te chamar a ti e a essas horas de vida fácil e serena - eu e o A. em teu redor, sob uma cúpula de sol, encantados com os cavalos de que tanto gostavas e a gravar no fundo do olhar essas imagens que confirmam essa amputação que eu e ele sofremos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas nesse dia fui ver-te onde descansas - do sítio onde estás vês essa terra que tanto nos ensinou. Viste-me entrar no portão e andar no chão a que devotaste a tua vida. Percebo hoje, avô, que a família era a tua espécie de sacerdócio e que a terra e as propriedades eram uma espécie de compromisso vital - desse chão brotava o oxigénio que, nos nossos passeios, nos puseste no coração sob a forma da memória e da saudade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuo a chamar por ti - a olhar os muros, os esteios e os caminhos. E a agradecer. A agradecer-te a ti porque o chão da minha vida se fez sempre mais seguro porque o esteio eras tu e nas horas largas boiava uma felicidade imensa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje sei que um dia levarei os meus pela mão até ali para amarem o pôr do sol que adormece no colo verde do vale - e saberão de ti. Cada vez que disser "avô" virás até mim para me abrigares no teu sorriso e me mostrares o caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eles saberão, então, que a vida só o é porque há pessoas que nos moram no sangue e que o calor da memória não deixa morrer nunca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ficaremos sempre gravados na paisagem - ao longe, os cães latem sob um céu que despe a sua luz. E há duas crianças e um avô. Juntou-se-lhes a saudade que os faz quererem segurar a mão que os agarra mais fundo. Até ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7793685407790809591?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7793685407790809591/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7793685407790809591' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7793685407790809591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7793685407790809591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/avo.html' title='Avô,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-5213852733022169753</id><published>2011-08-03T13:06:00.001+01:00</published><updated>2011-08-03T13:07:24.758+01:00</updated><title type='text'>cuca roseta_é lisboa a namorar.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 292px; HEIGHT: 307px" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/Mhw2trMRYqI?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-5213852733022169753?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/5213852733022169753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=5213852733022169753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5213852733022169753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/5213852733022169753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/cuca-roseta-e-lisboa-namorar.html' title='cuca roseta_é lisboa a namorar.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Mhw2trMRYqI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4111171923870347822</id><published>2011-08-01T12:16:00.001+01:00</published><updated>2011-08-01T12:16:45.867+01:00</updated><title type='text'>Insidious.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 331px; HEIGHT: 288px" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/E1YbOMDI59k?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4111171923870347822?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4111171923870347822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4111171923870347822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4111171923870347822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4111171923870347822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/08/insidious.html' title='Insidious.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/E1YbOMDI59k/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-348682270510820638</id><published>2011-07-31T19:26:00.001+01:00</published><updated>2011-07-31T19:29:36.394+01:00</updated><title type='text'>Avô.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7QXX0HUomhM/TjWehgiHgsI/AAAAAAAAAzA/2ajOPqAKzfA/s1600/Carmo_078%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; 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E fomos atraídos um para o outro de forma muito rápida. Para além de ser mãe de alguém de quem gosto muito, Ana é alguém a quem aprendi a admirar. Há qualquer coisa de luminoso na sua gargalhada - é como se estendesse um lençol de luz sobre os fantasmas e os desaires da sua vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ana teve uma vida cheia - cheia nesse sentido de plena, vivida de corpo e alma, sem receios, sem medo e sem nunca deixar de acreditar. Conheci o seu amor absoluto pelos filhos - todas as privações e esforços que fez para que eles estivessem sempre bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A sua casa é como um ninho repleto de luz - essas luzes que ela nunca gosta de apagar como alguém que aprecia genuinamente a luz das coisas, da vida e das pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fui jantar com eles inúmeras vezes - e nunca uma vez aquela mesa deixou de saber a esperança, a amor e a luta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há muito na casa da Ana e da Joana daquilo que existe na minha - e por isso me sinto sempre tão bem no meio daquelas tagarelices infindáveis, daquelas noites de poesia e música. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estive com a Ana em dias menos bons e nos dias mais felizes - e sempre houve uma dignidade imensa nessa disponibilidade para amar que lhe nasce no coração enorme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No dia em que a filha acabou o curso, Ana chorou. Soube o que significava aquilo para ela - uma vitória sobre a estupidez da vida e das pessoas, um hino ao amor que lhe põe a filha acima do cansaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ana acredita no amor - num amor aceso, intenso e fundo como um rastilho que se acende para nos animar o espírito. E vive-o com essa simplicidade de se entregar às coisas que a vida lhe vai trazendo. Ampara-se nelas e acaba amarrando-se fundo naqueles de quem aprende a gostar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há muito de mim na Ana - e como homem fui imediatamente fascinado por aquele charme, atitude e capacidade de fazer de um ideal a maior das armas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Recordarei sempre a Ana - do pouco se faz muito, se faz tudo. Guardo-lhe uma admiração imensa: pela mãe, pela mulher, pela amiga que é. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sei que estará sempre por perto - perto é a única medida para o amor que a Ana conhece. E, na verdade, que outra poderia ser? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E guardo no silêncio essa onda de felicidade que me chega quando penso naquela família - graças à Ana, à Ana da força, da dedicação e do amor intenso, tudo se acaba sempre compondo. O amor é também lamber as feridas. E continuar. Sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pelo amor aos outros e por esse compromisso eterno que forjamos na carne com aqueles que aprendemos a amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-3394162090336614445?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/3394162090336614445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=3394162090336614445' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3394162090336614445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3394162090336614445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/ana.html' title='Ana.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8410498767720555207</id><published>2011-07-31T14:16:00.002+01:00</published><updated>2011-07-31T14:17:19.441+01:00</updated><title type='text'>a exposição@palácio das artes.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nqvij8sX9VA/TjVVt8wzeQI/AAAAAAAAAy4/r7U4tWzXB0w/s1600/4-20%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; DISPLAY: block; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635504756617345282" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nqvij8sX9VA/TjVVt8wzeQI/AAAAAAAAAy4/r7U4tWzXB0w/s320/4-20%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8410498767720555207?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8410498767720555207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8410498767720555207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8410498767720555207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8410498767720555207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/exposicaopalacio-das-artes.html' title='a exposição@palácio das artes.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nqvij8sX9VA/TjVVt8wzeQI/AAAAAAAAAy4/r7U4tWzXB0w/s72-c/4-20%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8260806848359236650</id><published>2011-07-30T01:54:00.007+01:00</published><updated>2011-07-30T03:11:09.910+01:00</updated><title type='text'>obrigado.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para isso queres o tempo. Para entrares, tomares o teu lugar e deixares o tempo voar na brisa de um dia quente enquanto a vida acontece do lado de dentro.&lt;br /&gt;Quiseste o tempo para ainda ires a tempo de os lugares onde chegaste serem um caminho cheio daquilo que, afinal, fez com que tudo sempre valesse a pena. A tarde caía e estavas onde sempre pertences - uma casa grande, cujas paredes contam o quão grande pode ser uma vida feita desse cimento que é o compromisso e o amor feito promessa renovada todos os dias. Há um lugar que nos prende sempre - um espaço onde cabem os nossos maiores sonhos e o lado mais frágil do que somos. Depois de tudo, há lugares onde o nosso corpo, as nossas palavras e os nossos gestos encontram um tom natural e tudo se expande como uma manhã fresca de Primavera.&lt;br /&gt;Quiseste que o orgulho lhes enfeitasse o olhar - cedo percebeste que o amor se revela pela nudez iluminada de um olhar.&lt;br /&gt;Chegas e há um sorriso que se abre num compasso rápido, numa pincelada rápida e marcada. Há um mundo que te celebra e te recebe. Quando se ama tem-se esse medo de perder - por isso, os maiores amores são fintas que pregamos no jogo absurdo que a vida pode ser.&lt;br /&gt;Há coisas que desejamos sempre no seu lugar - a Gó no seu lugar na cozinha no meio dos doces, das receitas e desse mundo misterioso dos cheiros e dos sabores. O meu avô com esse espírito de ferro e alma de sonhador que nos quis a todos sempre maiores e protegidos pela grandeza dos gestos, da força, do empenho.&lt;br /&gt;Os meus pais que nos viram crescer e quiseram-nos como uma morada aberta em que se inscreveram os nomes daqueles que sempre desejaram para nós uma vida cheia e puseram nesse desejo a força de um punho cerrado de convicção e coragem.&lt;br /&gt;Cresci abençoado por pessoas excepcionais - e penso que tenho Deus na revelação desse amor que nos fez uns dos outros. A minha família é a minha fé porque significa para mim o único absoluto na vida. Tenho saudades antes da distância.&lt;br /&gt;Não há amor verdadeiro sem medo - medo de descobrir no cimo das escadas que à mesa podem não se sentar mais aqueles para quem sempre me fugiu o ser, sob cujo olhar atento me fiz assim.&lt;br /&gt;Há dias em que se sente ter vivido uma vida - pelas palavras que trocamos voltamos todos a ter o que perdemos: acariciamos as perdas com a nitidez da memória e chamamos para se sentarem connosco todos os que nos foram fazendo guardadores de sonhos, dos seus nomes, dos seus feitos, dos seus traços e características mais vivas.&lt;br /&gt;Há muito percebi o que é esse tentar inscrever na maré dos dias o desejo de que ela não nos leve para longe uns dos outros.&lt;br /&gt;Haverá sempre uma casa grande e uma mesa reluzente de felicidade, porque haverá sempre espaço na minha vida para ser a pessoa de cada um deles. Serão sempre meus e juntos numa mesa de lanche tudo será inteiro.&lt;br /&gt;Há dias em que quiseste chegar, tomar o teu lugar e seguir nesse caminho que é o teu. Pelas palavras que trocas, que envias e te dão, voltas a ter o teu avô e a ser sempre aquela pessoa que eles escolheram amar. Somos uns dos outros e chamamos uns pelos outros. A memória não é senão uma espécie de corpo que refazemos para que os outros possam existir mais.&lt;br /&gt;Há pessoas que fazem uma vida valer a pena - eu e o A. crescemos debaixo dessa sombra fresca que é como uma planície verdejante de vinhas plantadas pelos que vieram antes de nós.&lt;br /&gt;A todos eles, que me deram dias cheios e uma vida maior, um obrigado.&lt;br /&gt;Ao medo que é a sombra do amor acalmo-o. Mesmo que um dia partam, subirei as escadas de qualquer caminho. Sei para onde quero ir. E é para onde eles estiverem. Sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na vida partimos, afinal, sempre em direcção ao sítio onde precisamos chegar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8260806848359236650?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8260806848359236650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8260806848359236650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8260806848359236650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8260806848359236650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/obrigado.html' title='obrigado.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2845746318539554920</id><published>2011-07-29T12:24:00.001+01:00</published><updated>2011-07-29T12:24:37.322+01:00</updated><title type='text'>obama administration soundtrack already available!</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 293px; HEIGHT: 282px" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/iR6oYX1D-0w?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2845746318539554920?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2845746318539554920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2845746318539554920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2845746318539554920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2845746318539554920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/obama-administration-soundtrack-already.html' title='obama administration soundtrack already available!'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/iR6oYX1D-0w/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8950152333919790268</id><published>2011-07-17T15:13:00.001+01:00</published><updated>2011-07-17T15:15:38.087+01:00</updated><title type='text'>TWO DOOR CINEMA CLUB  | WHAT YOU KNOW</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 332px; HEIGHT: 223px" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/YXwYJyrKK5A?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8950152333919790268?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8950152333919790268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8950152333919790268' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8950152333919790268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8950152333919790268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/two-door-cinema-club-what-you-know.html' title='TWO DOOR CINEMA CLUB  | WHAT YOU KNOW'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YXwYJyrKK5A/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7064971885623894791</id><published>2011-07-16T17:19:00.001+01:00</published><updated>2011-07-16T17:20:15.894+01:00</updated><title type='text'>camille_tchin tchin.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 317px; HEIGHT: 215px" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/MPKhJFZN88Y?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7064971885623894791?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7064971885623894791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7064971885623894791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7064971885623894791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7064971885623894791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/camille-tchin-tchin.html' title='camille_tchin tchin.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/MPKhJFZN88Y/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8275740055333178160</id><published>2011-07-16T17:15:00.003+01:00</published><updated>2011-07-16T17:21:08.422+01:00</updated><title type='text'>le voyage du ballon rouge.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MlowR4de7Fs/TiG51clc-_I/AAAAAAAAAyw/8Sm-LtX5QUI/s1600/le-voyage-du-ballon-rouge-ballon%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629985337047317490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-MlowR4de7Fs/TiG51clc-_I/AAAAAAAAAyw/8Sm-LtX5QUI/s320/le-voyage-du-ballon-rouge-ballon%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8275740055333178160?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8275740055333178160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8275740055333178160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8275740055333178160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8275740055333178160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/le-voyage-du-ballon-rouge.html' title='le voyage du ballon rouge.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MlowR4de7Fs/TiG51clc-_I/AAAAAAAAAyw/8Sm-LtX5QUI/s72-c/le-voyage-du-ballon-rouge-ballon%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7414137337791286925</id><published>2011-07-15T01:07:00.010+01:00</published><updated>2011-07-23T15:19:05.004+01:00</updated><title type='text'>dos outros em mim.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falar de mim será falar sempre dos outros - desses com que pude partilhar mais do que a soma dos dias, toda a espessura das horas e do que se nos imprime na pele depois delas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A memória é sempre uma forma de nos agasalharmos nos outros, de os cumprirmos para lá das ausências que são como feridas que o tempo vai amaciando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falar de mim será falar sempre da minha família - desse chegar e ter uma vontade súbita de filtrar o ruído para escutar o som sereno dessa acalmia que vem do calor dos corpos num longo abraço. Vivo muito de perto com a voz daqueles que me pertencem e não cheguei a conhecer e que moram no fundo das molduras das cómodas e das mesas de pé de galo. Vivo com aqueles a quem conheci e a quem soube o ser e a vontade sempre por perto - como numa longa simbiose que o amor sabe ser. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um destes dias tive uma avó que nos quis apenas dizer que nos amava porque ainda não nos tinha dito isso naquele dia. E aquilo foi como um trunfo guardado dentro de mim contra o cimento de tantas mágoas e exigências do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E fez-me pensar, com esse enlevo de um carinho assumido, na quantidade de histórias que ouvi nas longas conversas que desenharam uma cumplicidade eterna entre mim e aqueles que me acompanham do lado de lá do caminho, por entre a poeira da estrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tive um avô que escreveu cartas de amor à minha avó e isso, por muito que se não perceba, deixa em nós as marcas como as que toda a entrega genuína pode deixar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conheci pelas palavras o retrato perfeito de um bisavô materno com quem a minha mãe discutia política e conversava, saboreando um cigarro repousante, na sua juventude; soube de uns trisavós maternos que passavam a Invernia na Madeira e a quem certamente fui buscar o amor pelo mar. Conheci as histórias dessas mesas largas e fartas de casas escondidas e semeadas no fundo de vales verdejantes e que, nos meses frios, parecem transpirar uma melancolia de sombra e névoa húmida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda hoje os linhos e os bordados enfeitam as mesmas mesas em dias de muito rumor e luz. Aí se percebe que a saudade borda com uma agulha bem fina o nome dos outros no nosso peito. A memória e os objectos que lhe dão corpo são a nossa forma de os fazer nosso chão e fintar as agruras da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Soube de uma trisavó materna apaixonada pelos cavalos que tinha e dos Zaires e Lords que corriam a casa com os seus pêlos compridos e lustrosos de cães de caça. Ouvi tudo na voz dos que me contam esses pequenos instantes que a surpresa, a adoração, o sofrimento imprimiram na tela da memória dos meus pais e dos meus avós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os laços criam-se dessa proximidade com a memória, ao ponto de sentirmos desaguar em nós uma encruzilhada de direcções e sentidos. Como dizia o meu bisavô paterno, referindo os ingleses, "os filhos não devem ter princípios muito felizes." E com pequenas verdades lapidares deste tipo, sentimo-nos ligados, em cada momento, a alguém que, como humano, endereçou com as palavras o tempêro que os factos precisam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outro dia, a minha avó paterna disse ter saudades do tempo da juventude - esse tempo que associa ao Eça e ao Camilo e ao pai, cuja memória ainda lhe embacia os olhos de um azul que herdou dele. E conheço nas referências e nas atitudes uma elegância rara de ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recordo os longos passeios pelos campos com o meu avô, por entre vinhas e horas sonolentas e que embalam o corpo. O meu avô vivia com a natureza e a terra uma espécie de fé que nunca o atraiçoou. Vejo que talvez essa educação perto da terra e dos seus ciclos empresta ao carácter uma certa firmeza que a vida morna de hoje em dia não atinge. Tenho saudades dele e dos longos dias em que podia correr pelos campos com ele por perto. São instantes com uma moldura de sol e calor que não vou esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Guardamos fotografias de todos os momentos - às vezes, encontro alguém da família a procurar nesses álbuns a imagem física de um tempo que o tamanho dos corpos denuncia ter terminado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É tão evidente esse laço de parentesco com a Agustina pelo lado paterno - laço que se manifesta nas feições de tias-avós e na imagem da minha bisavó. Curioso ser a autora favorita do A. - é-o porque muitas daquelas personagens e lugares, vivências e aventuras foram as nossas e da minha família. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tive um tio-avô que sonhou com a liberdade e transformou a vida e as palavras dele num manifesto que fez cumprir. Hoje, apesar das diferenças que nos separam, sei que eu e ele como, de resto, todos nós, sabemos que há um lugar essencial à admiração e entusiamo pela diferença. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se faz pedidos ao amor - o amor é um instinto como um par de braços, de repente, aberto para acolher. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falamos todos muito - nunca nos vai chegar o tempo porque não nos sobra a vida. Estas pessoas de quem falo usaram sempre a palavra com esse tom de carinho que fez uma baínha mais funda no vinco dos laços. Tudo se discute e conversa e com eles e os meus pais. percebi que devemos ser do tempo em que vivemos. E eles acompanharam-me sempre - o tempo não enruga a convicção de que pertencemos a um lugar onde devemos acorrer sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A minha vida, a minha casa e a minha família são como uma arca em que todos somos como Noé tentando salvar do dilúvio a adoração que guardamos uns aos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sei viver sem esse superlativo do carácter e do pitoresco das histórias que as numerosas jóias e objectos guardam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os livros circulam assinados por cada um de nós que se faz mais quando os lê. Herdei da minha mãe esse gosto compulsivo pelos livros. Detecto em quem com eles vive uma relação umbilical esse desejo de conhecer a vida; de a deixar revelar-se por passagens e retratos de pessoas que podiam ser nós ou que nos foram no nosso contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gosto desse tom doce e próximo com que a valsa da memória me brinda com tantos episódios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fomos cobertos a açúcar queimado como o do leite creme da minha Gó. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tive pessoas que me fizeram nascer no coração um apelo que vem do sangue que elas nos fizeram nascer porque os conhecemos e elas ficaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aprendi com a minha família que o poder é o maior teste ao carácter das pessoas. E descubro gestos de enorme generosidade por parte de pessoas que vestiram com o silêncio esses gestos sinceros. A verdade, certas vezes, radica mais pura no que justamente se não diz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como uma grande sala com vista para as japoneiras plantadas pelas bisavós, somos unidos na pluralidade. Queremos o mesmo, mas queremo-lo de forma diferente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez seja essa a grande lição da literatura acerca do que somos - nada se fecha que nos diga respeito e o ar que insuflamos para aclarar as ideias - ou arejar a dita sala - tem origem em pontos distantes e opostos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deixa-se entrar o ar e pensa-se que é porque ele sopra que podemos ser felizes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por isso, há dias em que entramos para revisitar aqueles de quem gostamos. Curar-lhes as feridas e perdoar-lhes os erros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que queremos é justamente isso maior do que nós e do que o tempo que passa - que os nossos nomes continuem gravados juntos no peito de cada um. E que a saudade sirva, afinal, para os sublinhar com caneta de tinta permanente. Do lado de dentro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7414137337791286925?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7414137337791286925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7414137337791286925' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7414137337791286925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7414137337791286925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/dos-outros-em-mim.html' title='dos outros em mim.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-1401759999600127253</id><published>2011-07-06T17:28:00.003+01:00</published><updated>2011-07-06T17:35:59.806+01:00</updated><title type='text'>Maria José Nogueira Pinto.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0JX_Nv7ODjA/ThSOF12fDwI/AAAAAAAAAyo/jDN4ThJJjxQ/s1600/mjnp%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; DISPLAY: block; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626278065498689282" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-0JX_Nv7ODjA/ThSOF12fDwI/AAAAAAAAAyo/jDN4ThJJjxQ/s320/mjnp%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No lugar das ausências fica a saudade - essa espécie de admiração que nunca morre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-1401759999600127253?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/1401759999600127253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=1401759999600127253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1401759999600127253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1401759999600127253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/maria-jose-nogueira-pinto.html' title='Maria José Nogueira Pinto.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0JX_Nv7ODjA/ThSOF12fDwI/AAAAAAAAAyo/jDN4ThJJjxQ/s72-c/mjnp%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4340412305027277488</id><published>2011-07-01T15:31:00.002+01:00</published><updated>2011-07-01T15:32:29.168+01:00</updated><title type='text'>pequenas mentiras entre amigos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zG9Xu3XqT_0/Tg3aZRfrdXI/AAAAAAAAAyg/NMBqTKdgffE/s1600/380747%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; DISPLAY: block; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624391637383476594" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-zG9Xu3XqT_0/Tg3aZRfrdXI/AAAAAAAAAyg/NMBqTKdgffE/s320/380747%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fabuloso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4340412305027277488?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4340412305027277488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4340412305027277488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4340412305027277488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4340412305027277488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/pequenas-mentiras-entre-amigos.html' title='pequenas mentiras entre amigos.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zG9Xu3XqT_0/Tg3aZRfrdXI/AAAAAAAAAyg/NMBqTKdgffE/s72-c/380747%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2035997597943174082</id><published>2011-06-23T15:36:00.000+01:00</published><updated>2011-07-01T15:37:18.697+01:00</updated><title type='text'>the tree of life.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 215px" height="295" src="http://www.youtube.com/embed/WXRYA1dxP_0?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2035997597943174082?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2035997597943174082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2035997597943174082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2035997597943174082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2035997597943174082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/07/tree-of-life.html' title='the tree of life.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/WXRYA1dxP_0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7606996835717715815</id><published>2011-06-23T01:44:00.002+01:00</published><updated>2011-06-23T01:46:17.879+01:00</updated><title type='text'>lani hall_love song.</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 291px; HEIGHT: 288px" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/O9Q5oMj1wlc?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7606996835717715815?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7606996835717715815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7606996835717715815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7606996835717715815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7606996835717715815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/06/lani-hall-love-song.html' title='lani hall_love song.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/O9Q5oMj1wlc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8637359805418225215</id><published>2011-06-16T22:00:00.001+01:00</published><updated>2011-06-16T22:01:16.503+01:00</updated><title type='text'>avó,</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 285px; HEIGHT: 222px" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/qv5pagal-ls?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8637359805418225215?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8637359805418225215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8637359805418225215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8637359805418225215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8637359805418225215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/06/avo.html' title='avó,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/qv5pagal-ls/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4416476597886770861</id><published>2011-06-14T23:16:00.030+01:00</published><updated>2011-06-15T01:45:25.522+01:00</updated><title type='text'>na corte do rei sócrates</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era uma vez um país muito lindo. Pequeno, mas lindo, com um mar enorme e azul. Nele vivia um rei não tão bonito, mas igualmente "pequenino" chamado Sócrates. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O rei Sócrates conquistara o trono na sequência de uma luta contra o seu rival pertencente ao lobby das calças vermelhas (gel no cabelo e afins derivados).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O rei Sócrates chegado ao poder quis logo transformar Portugal. Para começar: o prioritário -endireitar a educação. E, nesse domínio, muito se deve a este monarca de horizontes largos e educação esmerada. Sim, porque este engenheiro percebeu que sem formação não se consegue nada. Foi sua mãezinha quem lhe havia dito que a mulher de César não tem de sê-lo, tem somente que parecê-lo. Sábia mãe, a senhora, que dotou o filho de força para vencer a burocracia e a chatice do mérito e arranjar um canudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se deve nunca, bem o sabemos, negligenciar o alcance da visão de certas mães.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda na educação, este rei resolveu avaliar os professores. E, como pessoinha que passou pouco tempo na escola, esqueceu-se que há uma forma correcta de fazer as coisas por cada mil outras erradas. Lá está, mães com filhos únicos ensinem, por gentileza, os vossos rebentinhos amados a ouvir os outros. Evitar-se-iam grandes catástrofes na história do mundo se as alminhas se ouvissem mais ou melhor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O rei Sócrates não vê mal nenhum em mesas que voam, miúdos que gritam pelos "telemóbeis", ameaçam professores, faltam às aulas, mas passam o ano a caminho de ganharem o prémio de "arruaceiro-mor da gera". Claramente isto tudo são sinais do dinamismo das criançinhas - longe vão os tempos dos crucifixos ai-cruz-credo-valha-me-nosso-senhor-mais-a-autoridade-e-os-traumas-dos-meninos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Educação é dar aos meninos treino nas articulações para calcorrearem os teclados desse maravilhoso instrumento do milagre contemporâneo da pedagogia em Portugal que é o Magalhães. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sócrates, filho, viste longe. Nada como as criancinhas começarem cedo a perceber que há mais mundo - esse para onde os convidaste a fugir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sócrates quis inundar o país de modernidade e brilho - sim, porque o "pogresso" para o ser tem que ter uma cor gaiteira como certos vernizes muito "leindos" e cheirar a plástico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há que imaginar para o país novos comboios a uma velocidade super rápida e super maluca para não se dizer de nós que perdemos a carruagem do desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Surgiu na cabecinha iluminada desse visionário líder uma sigla: TGV. E, como uma criança mimada e birrenta Sócrates, o rei, havia de se agarrar a ele como a um ursinho de peluche. Mas um dia o amigo das Finanças, como um texugo irritado, deu bronca. Esse senhor era do tempo das professoras primárias que, embora não soubessem o que era uma tanga e, que afinal, os países também as usavam, ensinavam que mentir era feio e que havia sempre uns bons tabefes ali à espreita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas o rei Sócrates coloca na educação uma ministra escritora com ar seráfico de tia-casada-com-presidente-de-fundação que finge mandar uns bitaites sobre negociações e pedagogia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antes dela, uma ministra que se esquecera que os professores também podem avaliar os políticos. No Banco Central desse país à beira mar plantado, um governador com ar de anãozinho pretensioso que se despacha num contentor com coroa de louros que significa apenas isto: "és-um-idiota-que-sabe-demais-merda-que-temos-que-te-pagar-a-peso-de-ouro."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há neste país uma esquerda de meninos zangados com o mundo e rebeldes sem causa, chamado BE. Há mais, meus senhores, do que queimar soutiens e fumar uns tarolos. E nada melhor que eleger como candidato a PM, um fulano cheio de património e uma deputada chamada Ana Drago que se esqueceu das acções da EDP que tinha. Moral da história: perco metade dos deputados e no BE toda a gente tem sorte de eu não partir a "louçã" toda e fazer-lhes o que o Estaline fez ao Trotsky. É bom viver para assistir a momentos destes. (E não era Natal dos Hospitais...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há mais, meus senhores, do que o patriotismo "olha que eu saquei da golden share", mas tenho um amigo na PT chamado Soares e até quero tornar a TVI num canal de serviço público. Há mais do que a cambada de acessores da terrinha do tio sam que sabem que as mentiras estão lá, mas só não querem que se note. Há mais do que morar num andar na rua castilho e usar fatos vindos de nova iorque, mas afectar essa superioridade moral do "eu sou bonzinho, votem em mim, que até vos dou o subsídio."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há mais para o Parlamento do que ministros dopados que se entusiasmam numa mímica perfeitamente inofensiva que serve apenas, bem vistas as coisas, para emprestar um colorido diferente ao debate parlamentar e à democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há mais para a esquerda do que apregoar slogans contra a propriedade num país em que muitas famílias têm, finalmente, alguma coisa a perder. Há mais do que imigrantes ilegais e balõezinhos e megafones que varrem o país com promessas ocas e pessoas mais comprometidas consigo mesmas e com uma reeleição do que com uma qualquer ideia de país. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há mais do que a batOTA dos elefantes brancos, Sócrates, el rey de Portugal-freeport-incluído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E para a esquerda convém que não triunfe um líder com ar de cabrito assado com uma laranja na boca chamado Assis. Isso, sim, seria um repasto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Portugal, reino abençoado por um sol imenso e uma gente branda (exceptuando, talvez, a padeira de Aljubarrota) tem agora uma paragem de comboio chamada - "Nenhures"- depois do ministro das obras públicas ter achado muito bem que se empatassem 40 milhões nuns acessos a um TGV suspenso. Uma paragem a meio caminho entre a pobreza e o suposto el dorado da velocidade, pois então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Portugal tem um Estado obeso mórbido (Julinha não chegaste a tempo..), sem que as pessoas percebam que o lugar do Estado não é sentado nas AG's e Conselhos de Administração de empresas, nem a fazer malabarismos contabilísticos com PPP's. Culpem as agências de rating, culpem as falsas promessas em que acreditaram, mas não se esqueçam de que há mais para além de votar em políticos com imagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Onde esteve o rei Sócrates queria eu ter visto uma senhora com ar de professora primária a quem, uma vez, uma repórter com ar bovino perguntou se já tinha pensado mudar de imagem. As professoras primárias sabem o que são zeros à esquerda e reconhecem-nos logo que eles mostram os primeiros sinais de incapacidade e preguiça. Mas tudo vive no tempo do cruz-credo-há-autoridade-logo-tenho-um-trauma. E isso só podia dar asneira. E da grossa. 29% Portugal sofre, até, de síndrome de Estocolmo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rei Sócrates foi-se. Mas quem vai nú é o povo e não o rei. O rei foi aprender filosofia e, um dia, vai descobrir uma coisa chamada egoísmo ético da qual, infelizmente, só atingirá a primeira parte. A segunda é uma coisa velha e em desuso e sua Alteza viver sem ela já se tornou, afinal, um clássico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4416476597886770861?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4416476597886770861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4416476597886770861' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4416476597886770861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4416476597886770861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/06/na-corte-do-rei-socrates.html' title='na corte do rei sócrates'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8354456492635832961</id><published>2011-06-08T20:12:00.008+01:00</published><updated>2011-06-08T23:56:05.911+01:00</updated><title type='text'>mãe,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há algo que nasce com os dias de Verão. Há uma luz inteira que desmaia na areia da praia. E o mar parece vestido de uma seda leve e de cores intensas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vive preso no Verão esse tempo de calor imenso e de noites povoadas do rumor das ondas junto à casa. Revejo-te com os livros presos entre as mãos e o fumo do cigarro que serpenteia. Um imenso jardim com uma linha de azul como uma baínha cravada no horizonte.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As roupas leves e o olhar perdido nas páginas - essas horas de leveza em que a beleza é uma chaga aberta no corpo aceso dos dias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recordo a Meia Praia - a baía como um larguíssimo ventre onde o vento corre assobiando. A cal e a calçada e os infinitos passos que demos - eu, abrigado na sombra fresca dessa família que me ensinaste a segurar pela mão no caminho da vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há uma saudade dessas janelas e portas abertas para o escuro com as luzes da casa como pequenos faróis sob o véu opaco da noite. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há o som das palavras trocadas e a memória feliz de me saber guardado no fundo dos teus olhos. Esse teu olhar imenso e melancólico a que as fotografias emprestam saudade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro a cidade como um corpo quieto e sereno sepultado na luz da curva. As rochas com arestas rasgadas e o som das gaivotas. As noites de peixe grelhado, sorrisos acesos, bebidas geladas e uma meninice que desabrochou nessa cumplicidade que nos talhou iguais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro sempre o avô e a luz que refulge no azul dos olhos da avó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No Verão a luz cai direita no corpo das memórias e há um eco que acorda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro a pele dourada e o teu rosto iluminado perto da janela. As tuas horas de leitura e de escrita e as nossas de conversa defronte de uma planície azul quase em flor. Há flores de espuma semeadas nos poros da areia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Verão lembra-te a cal e a cidade com uma praia imensa como um abraço. A cal e a cidade lembrar-me-ão sempre de ti e de nós - daquilo que se guarda preso debaixo da pele e que se assemelha muito às memórias e cheiros que os teus livros guardam dos jardins e praias para onde os levaste. Para onde te levaste e nos levaste para resgatar esse amor à vida que vive nos cheiros imensos e fundos, nas caminhadas na areia, no fogo do sol e nas flores de um jardim de onde se vê o mar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro os ecos da noite - como um imenso estendal de negro e revoadas de vento; com vozes perdidas na distância e um rumor a gente feliz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recordo a casa e a luz dos teus olhos no jardim perto do mar. Há um fio de fumo que serpenteia no ar e o teu rosto acende-se porque as linhas que lês, as sentes na pele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Levantas o teu rosto e sorris-me. E sei, mãe, que há um só lugar onde se chega e se quer ficar. Preso no fundo dos teus olhos, náufrago desse amor feito de dias grandes e noites que a alegria ilumina e acende junto ao mar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8354456492635832961?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8354456492635832961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8354456492635832961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8354456492635832961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8354456492635832961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/06/mae.html' title='mãe,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-3282285314967095514</id><published>2011-06-05T23:01:00.002+01:00</published><updated>2011-06-05T23:04:35.644+01:00</updated><title type='text'>05.06</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iqQXHMuOfa0/Tev9S9ayqSI/AAAAAAAAAyY/HRlnNHHaXMk/s1600/Dr.%252520S%25C3%25A1%252520Carneiro%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614859862613862690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-iqQXHMuOfa0/Tev9S9ayqSI/AAAAAAAAAyY/HRlnNHHaXMk/s320/Dr.%252520S%25C3%25A1%252520Carneiro%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Um governo, um Presidente, uma maioria."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-3282285314967095514?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/3282285314967095514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=3282285314967095514' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3282285314967095514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/3282285314967095514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/06/0506.html' title='05.06'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-iqQXHMuOfa0/Tev9S9ayqSI/AAAAAAAAAyY/HRlnNHHaXMk/s72-c/Dr.%252520S%25C3%25A1%252520Carneiro%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7880806819215115427</id><published>2011-05-27T12:49:00.001+01:00</published><updated>2011-05-27T12:50:10.271+01:00</updated><title type='text'>oração . a banda mais bonita da cidade</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;iframe style="WIDTH: 365px; 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MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 172px; DISPLAY: block; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604874654051491154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-R7tUprDSuiM/TciDzU1UXVI/AAAAAAAAAyM/5YeVavwCz00/s320/8214746_lrrKn%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-1541714411870332694?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/1541714411870332694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=1541714411870332694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1541714411870332694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1541714411870332694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/05/poesia.html' title='poesia.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-R7tUprDSuiM/TciDzU1UXVI/AAAAAAAAAyM/5YeVavwCz00/s72-c/8214746_lrrKn%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4733828935301250118</id><published>2011-05-09T00:25:00.006+01:00</published><updated>2011-05-09T02:51:18.127+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gó'/><title type='text'>A minha Gó.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gó senta-se sob a luz da tarde no banco de jardim. Assim que chegamos para a ver nasce no limiar do seu olhar o brilho de uma emoção que crescemos a admirar. E sabemos que chegamos a um lugar onde tudo faz o sentido perfeito da pertença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ouvimos as suas palavras e sentimos na curiosidade com que nos lança a doçura nas perguntas que a nossa vida verdadeiramente se confunde com a dela. Há pessoas a quem nunca conseguiremos retribuir a sorte de alguma vez as termos tido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Gó é uma delas - a recordação dela nas tardes em que nos ouvia a meninice e se maravilhava com cada um dos nossos feitos como se fossem para ela a maior das alegrias; o brilho aceso dos seus olhos verdes e profundos; as suas frases lapidares de uma simplicidade que faz nascer nas palavras uma pureza de cristal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Crescemos com ela por perto. Foram intermináveis as tardes a desfolhar o milho, a ver a matança das galinhas, a ouvir histórias de gente de trabalho que se habituou a pedir pouco da vida e que empresta ao corpo a força que lhes nasce do carácter vincado e sólido como grandes muros de pedra. Há corações dispostos a amar em troca de muito pouco - corações para quem o amor se assemelha a um fervor de sangue; a uma entrega honesta e tão completa que se revela nesses pequenos nadas que se tornam tudo o que se acaba guardando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A tarde corria - e os seus dedos grandes procuravam os nossos. Curioso como há imagens que acabam por nos significar parte essencial da vida. Escutamos nas suas palavras o mesmo carinho de sempre - da mesma doçura espessa do açúcar amarelo de que ela tanto gosta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há um tipo de pessoas que nos sabe. E que acaba guardando de nós uma recordação que nos faz lembrar aquilo que nunca devemos deixar de ser. Para que as tardes sejam sempre amplas, cheias de luz num terraço e num jardim enormes. Gó chegará sempre à porta e estará sempre por perto com o seu sorriso enorme e sincero. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sabe bem crescer assim - no meio do amor que se forja pela proximidade dos corpos e das vidas. O amor acaba sendo esse reconhecimento nos outros de algo que nunca conseguiremos ser. De vermos em alguém um rosto que fica preso no fundo da memória - iluminado por uma luz morna e ampla de uma tarde de Verão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Gó é as compotas, os doces e as grandes mesas de Natal e de Páscoa; é as brincadeiras e a cumplicidade marota que lhe arrancamos nas missas da infância. A Gó é das maiores provas de amor que pude conhecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chegar para a rever é como garantir que na grande casa as salas ainda são vigiadas pelo seu olhar atento e andar ligeiro; que se repetem os rituais de rega do jardim que deixa no ar a frescura e o cheiro intenso da terra moilhada; é garantir lanches abundantes em que a quantidade revela essa generosidade que habita os corações mais insuspeitos. É como voltar a ter por perto alguém que corporiza e vive uma fé acesa mas calorosa que nos acolhe e nos recebe com desejos de grandes gargalhadas e momentos felizes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Gó gosta da casa cheia e o seu olhar acende-se com as vozes que habitam as salas. Brilham como as pratas em dia de festa. A Gó sabe-nos. E ama-nos com essa felicidade que apenas os sentimentos verdadeiros conseguem desenhar na expressão de alguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Gó são as vindimas e as grandes mesas em dia de romaria na aldeia; os passeios a pé pelas ruas calmas em que a sua mão nos segurou a nossa com essa força que denuncia o medo que é o nome do verdadeiro amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Gó é esse manancial de vida e vasto rumor de ternura com que nos brinda sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Visitá-la é saber que a saudade redobra sempre que se tenta matar mas é saber igualmente que nesse sentimento reside isso mesmo que é o amor - uma tarde de sol em que os sorrisos e os olhares se confundem com a própria vida. Uma tarde de sol num jardim enorme onde se pode voltar a ser o melhor todas as vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4733828935301250118?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4733828935301250118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4733828935301250118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4733828935301250118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4733828935301250118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/05/minha-go.html' title='A minha Gó.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-1488729503985509385</id><published>2011-05-09T00:20:00.000+01:00</published><updated>2011-05-09T01:44:32.172+01:00</updated><title type='text'>48.</title><content type='html'>&lt;iframe height="344" src="http://www.youtube.com/embed/UhxxOkYkphw?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-1488729503985509385?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/1488729503985509385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=1488729503985509385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1488729503985509385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/1488729503985509385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/05/48.html' title='48.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' 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href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4549193624136074647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4549193624136074647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4549193624136074647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4549193624136074647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/05/what-finns-need-to-know-about-portugal.html' title='What the Finns need to know about Portugal.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' 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align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apareçam!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2846060670235182364?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2846060670235182364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2846060670235182364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2846060670235182364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2846060670235182364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/05/oficina-do-pensavel13.html' title='oficina do pensável#13.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qjy91MqpflE/Tb6gNLyFR5I/AAAAAAAAAyE/YdMulFPloiY/s72-c/odp13mail%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-5082563782243022986</id><published>2011-04-30T16:54:00.001+01:00</published><updated>2011-04-30T16:55:37.466+01:00</updated><title type='text'>our day will come_julie london.</title><content type='html'>&lt;iframe style="WIDTH: 362px; HEIGHT: 304px" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/KmyXyl23yZ0?fs=1" frameborder="0" width="425" 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london.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/KmyXyl23yZ0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-1412104821624174019</id><published>2011-04-30T16:43:00.001+01:00</published><updated>2011-04-30T16:45:18.092+01:00</updated><title type='text'>porto_IV.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0VatmRpcwXk/TbwuekcEN2I/AAAAAAAAAx8/ttdT327zlp8/s1600/31032011516.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601403139254400866" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-0VatmRpcwXk/TbwuekcEN2I/AAAAAAAAAx8/ttdT327zlp8/s320/31032011516.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8xxoVM6Qn_4/TbwuemtHCJI/AAAAAAAAAx0/FjjQLtdiWRU/s1600/10032011449.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601403139862759570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-8xxoVM6Qn_4/TbwuemtHCJI/AAAAAAAAAx0/FjjQLtdiWRU/s320/10032011449.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-n2K_aWkr5Ng/TbwueQ7yCwI/AAAAAAAAAxs/su51aWBPwFc/s1600/31032011511.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601403134018718466" border="0" alt="" 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href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/portoiv.html' title='porto_IV.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0VatmRpcwXk/TbwuekcEN2I/AAAAAAAAAx8/ttdT327zlp8/s72-c/31032011516.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-2065319357899907455</id><published>2011-04-30T16:41:00.001+01:00</published><updated>2011-04-30T16:43:16.961+01:00</updated><title type='text'>porto_III.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nLW4X0qQCns/Tbwt8faefeI/AAAAAAAAAxk/wZqeetvKjJE/s1600/28032011499.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601402553790004706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nLW4X0qQCns/Tbwt8faefeI/AAAAAAAAAxk/wZqeetvKjJE/s320/28032011499.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zL4F6_dLcA8/Tbwt8JAcuTI/AAAAAAAAAxc/sdagt_rlaKw/s1600/28032011498.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601402547775256882" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-zL4F6_dLcA8/Tbwt8JAcuTI/AAAAAAAAAxc/sdagt_rlaKw/s320/28032011498.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hNmrRmmolaU/Tbwt7zgkLSI/AAAAAAAAAxU/seiBJLdyZoY/s1600/27032011497.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601402542004383010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-hNmrRmmolaU/Tbwt7zgkLSI/AAAAAAAAAxU/seiBJLdyZoY/s320/27032011497.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cmMN2u0agcY/Tbwt7mEZbGI/AAAAAAAAAxM/GrXtqV6VAbE/s1600/27032011496.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601402538396576866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-cmMN2u0agcY/Tbwt7mEZbGI/AAAAAAAAAxM/GrXtqV6VAbE/s320/27032011496.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-i4EKcTGvof8/Tbwt7XZUzHI/AAAAAAAAAxE/DI36Kuf2q00/s1600/27032011494.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601402534457822322" border="0" alt="" 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href="http://4.bp.blogspot.com/-9cCnKgfk2ok/TbwtS-huWrI/AAAAAAAAAw8/Lm6SHZRL3s8/s1600/27032011492.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601401840587397810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-9cCnKgfk2ok/TbwtS-huWrI/AAAAAAAAAw8/Lm6SHZRL3s8/s320/27032011492.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mYp2n8u1hpg/TbwtSsddJzI/AAAAAAAAAw0/Wnhz7E2Su10/s1600/27032011491.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601401835737655090" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-mYp2n8u1hpg/TbwtSsddJzI/AAAAAAAAAw0/Wnhz7E2Su10/s320/27032011491.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R4cWJxfua1s/TbwtSWIpZLI/AAAAAAAAAws/R7jYumhi45g/s1600/27032011490.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601401829744796850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-R4cWJxfua1s/TbwtSWIpZLI/AAAAAAAAAws/R7jYumhi45g/s320/27032011490.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DuWbmUArSmk/TbwtSJ6tPxI/AAAAAAAAAwk/mj-KSwGZLZE/s1600/27032011489.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601401826465103634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-DuWbmUArSmk/TbwtSJ6tPxI/AAAAAAAAAwk/mj-KSwGZLZE/s320/27032011489.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a 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title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/210606238635677189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/210606238635677189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/portoii.html' title='porto_II.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9cCnKgfk2ok/TbwtS-huWrI/AAAAAAAAAw8/Lm6SHZRL3s8/s72-c/27032011492.jpg' height='72' 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id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601401102466070354" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-cC3TgWW8M1E/TbwsoAz4t1I/AAAAAAAAAwM/EZFz_N45H9A/s320/24032011472.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MlQkeCkgz7I/Tbwsn9-Ew0I/AAAAAAAAAwE/geyif8_cXpk/s1600/21032011467.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601401101703496514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-MlQkeCkgz7I/Tbwsn9-Ew0I/AAAAAAAAAwE/geyif8_cXpk/s320/21032011467.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-co4zEWFgrZI/TbwsnsPYTkI/AAAAAAAAAv8/jVi14iO-Ots/s1600/21032011466.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601401096944242242" border="0" alt="" 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href="http://2.bp.blogspot.com/-uis2kXBb0IQ/Tbwr_dqqcOI/AAAAAAAAAvk/C2zpBZida_c/s1600/24032011474.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601400405837377762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-uis2kXBb0IQ/Tbwr_dqqcOI/AAAAAAAAAvk/C2zpBZida_c/s320/24032011474.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-4518343037974555759?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4518343037974555759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4518343037974555759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4518343037974555759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4518343037974555759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/emerencianobmagpalacio-de-cristal.html' title='emerenciano@bmag_palácio de cristal.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VioyfACLpJQ/Tbwr_jCPCYI/AAAAAAAAAvs/ZgHU7BTIoVY/s72-c/24032011475.jpg' height='72' 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/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-2773955120812451038?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/2773955120812451038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=2773955120812451038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2773955120812451038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/2773955120812451038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/capitalism-kills-loveserralves.html' title='capitalism kills love_serralves.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3K1DE9veAwo/TbwrJ34A53I/AAAAAAAAAvU/lsPEgN31K1A/s72-c/20032011464.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4210760915412916184</id><published>2011-04-29T23:47:00.003+01:00</published><updated>2011-04-29T23:50:02.979+01:00</updated><title type='text'>25.04.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LMkKvqXDP4A/TbtAcPVv4UI/AAAAAAAAAvM/40LtErBs8Nw/s1600/cravovermelho%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 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href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/4210760915412916184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=4210760915412916184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4210760915412916184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/4210760915412916184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/2504.html' title='25.04.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail 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/&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8819949467498795460?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8819949467498795460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8819949467498795460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8819949467498795460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8819949467498795460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/rois-et-reine.html' title='rois et reine.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Fr6fMSkJzPI/TbaoSZKOilI/AAAAAAAAAvE/QhoMnoH5xeg/s72-c/rois_et_reine%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-4117718820486309956</id><published>2011-04-19T10:48:00.001+01:00</published><updated>2011-04-19T10:48:49.537+01:00</updated><title type='text'>The Rite_ official trailer [HD]</title><content type='html'>&lt;iframe height="295" src="http://www.youtube.com/embed/gVLqOus2_4E?fs=1" frameborder="0" width="480" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' 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Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/gVLqOus2_4E/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7086388664949426220</id><published>2011-04-17T00:50:00.005+01:00</published><updated>2011-04-17T01:25:40.014+01:00</updated><title type='text'>noite.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ar quente como um beijo junto ao contorno sereno do teu rosto. A noite vestida de uma nudez explícita e a cidade como um manto iluminado de encontro ao mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O teu corpo como o declive por onde desliza o desejo. Há uma imagem presa no reflexo do vidro dessa janela - vejo os teus braços presos nos meus e lembro a leveza intensa com que o teu corpo se abandona ao véu do silêncio com que o amor nos envolve. Vejo-te o sorriso iluminado como um brilho mais forte que venha coroar a chama das horas que se despiram em cinzas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um rumor pequeno de vida no ventre das ruas - essa vida que se cumpre enquanto os dedos acendem e tocam as cordas da tua pele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escreves o meu nome na transpiração dos vidros e espreitas a praia vazia com o olhar preso na abóbada enorme de um céu amplo e enorme. O teu corpo quieto de encontro à brisa que sopra e o arrepio que te faz correr para dentro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E vejo que o amor se assemelha muito a uma forma de sequestro - fica-se refém dessa dimensão que só nasce em nós depois de certos voos; deseja-se para nós a medida de um corpo que não é o nosso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica-me nas mãos o cheiro do teu corpo que é maresia e desejo apagado na espuma da noite. Procuro o teu olhar adormecido e a forma quente do teu corpo imerso num sono profundo. Leio o que me ficou escrito depois de ti. E percebo como os teus beijos são uma janela aberta sobre o mundo; relembro como o teu corpo se assemelha em tudo a uma alameda de cheiros suaves e intensos. Apagou-se na janela o fim de tarde e em ti apaguei o desejo como um tiro à queima roupa - um lampejo de fogo e sede. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A janela continua aberta - no vidro já não se vê o teu rosto. Dormes perto de mim e levo comigo para o sono o teu rosto gravado bem fundo no vidro do olhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7086388664949426220?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7086388664949426220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7086388664949426220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7086388664949426220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7086388664949426220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/noite.html' title='noite.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-7504596630721428186</id><published>2011-04-15T19:12:00.007+01:00</published><updated>2011-04-16T16:50:36.082+01:00</updated><title type='text'>mãe,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há um tempo que passa lá fora, mas não passa por nós. E tudo permanece como que banhado por uma luz que boia no corpo das coisas. Lembro os dias que se espreguiçam longos e que acabam dormindo no leito do mar. Os livros, as palavras e a areia da cor das pérolas que sempre me lembram de ti. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Moro nesse tempo que corre como uma visita demorada a um tempo feliz. Volto a ti nos pedaços de luz que fazes sempre nascer da sombra; volto a ti na serenidade que me mora na memória da pele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há todo um espaço de luz e silêncio que me mora - como um espaço onde a plenitude anula a necessidade do corpo imperfeito das palavras. Contemplo o rosto desenhado pela memória e pouco mais ouço do que uns sôcos intensos dentro do peito - um silêncio que se sente pela forma como tudo se ilumina como se a luz invadisse uma sala num galope rápido e voraz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Moramos nessa cumplicidade em que me cunhaste o espírito e me moldaste a escarpa do caminho. E pouco se diz das pessoas que partilham a morada connosco, senão que são os dois lados do mesmo caminho, as duas faces de um mesmo desejo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As palavras fogem de mim quando te nomeio e ecoam todas as provas que são o cimento disso que mais ninguém vê senão tu - para ti as manhãs serão sempre frescas tocadas por uma brisa ousada e terna e irei sempre visitar-te debaixo de um céu de onde se veja o mar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A admiração como um corpo absoluto e infinito abafa os esboços que se podem alcançar com as palavras. É curioso que nada consiga dizer que o perto não chega - somos mais, somos isso mesmo de maior do que nós. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obrigado, mãe. Por tudo o que mora nesse voo amplo que é o amor. E por seres tu o céu de todos eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-7504596630721428186?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/7504596630721428186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=7504596630721428186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7504596630721428186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/7504596630721428186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/mae.html' title='mãe,'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2141997287472250247.post-8907810021039738516</id><published>2011-04-15T19:11:00.001+01:00</published><updated>2011-04-15T20:08:57.268+01:00</updated><title type='text'>la finestra dí fronte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--qK5n82uQTs/TaiXvZLahpI/AAAAAAAAAu8/-m7OLo7cwEQ/s1600/la_finestra%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595889377476249234" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--qK5n82uQTs/TaiXvZLahpI/AAAAAAAAAu8/-m7OLo7cwEQ/s320/la_finestra%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2141997287472250247-8907810021039738516?l=vagaor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vagaor.blogspot.com/feeds/8907810021039738516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2141997287472250247&amp;postID=8907810021039738516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8907810021039738516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2141997287472250247/posts/default/8907810021039738516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vagaor.blogspot.com/2011/04/la-finestra-di-fronte.html' title='la finestra dí fronte.'/><author><name>Ricardo Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11648695600389873853</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_sH0S8Fya54U/SpLzn7TwjyI/AAAAAAAAAVc/WMg_ECu6oEI/S220/22082009433.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--qK5n82uQTs/TaiXvZLahpI/AAAAAAAAAu8/-m7OLo7cwEQ/s72-c/la_finestra%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
