O tempo é um menino que no vidro espreita curioso
Na casa onde moro
As salas são grandes como se o jardim crescesse dentro delas
Na casa onde moro
A luz demora-se num beijo longo e copioso
Na casa onde moro
Toda a vida espreita nas janelas
Na casa onde moro
É que o tempo se esquece de partir
Na casa onde moro
É que o som da distância deixa de se ouvir
Na casa onde moro
Há um menino que corre há muito tempo
Corre, rindo, por entre as árvores do jardim
E traz nos olhos um sonho que se ouve
Como se pudesse ficar correndo sempre assim
RM
Escrevo para deixar uma marca da passagem silenciosa que, por aqui, vou fazendo. E, já agora, o elogio repetido, mas sentido.
ResponderEliminarRTP
Muito obrigado, querida Professora. Fico contente por a saber sempre desse lado. Um grande beijinho com saudades! :)
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