Rewind

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

carícias.

Dizes que na tua mão
Nasceram sonhos depois de um beijo.
Que se ampliou o céu no dia
Que nasceu da noite em que
Comigo deitaste ao mar o corpo
E foste inteira na corrente imensa.

Dizes que aos teus olhos o mundo se fez maior
E que em teus braços coube essa vertigem
Louca de alcançar o tempo.
Que se suspendeu a vida num momento
E eras já um chão que se abria sob a noite.
Minha pele em teus braços só tremia
E minha boca beijos semeava
Como estrelas que ao dia que raiava
Nada revelassem do desejo
E num lampejo 
Em segredo ficasse só comigo
A volúpia do teu corpo terno e vencido
O eco morno de um fulgor desconhecido.

RM
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