Rewind

sábado, 10 de maio de 2014

há de haver volta,

há de haver volta
e os teus olhos levantarão a manhã nesta janela
há de haver volta
e hei de fazer-te sorrir de novo
a tua boca depressa dirá à minha que ainda há tempo

há de haver volta
e os teus dedos perdoarão os meus pela falta que tu me fazes
há de haver volta
e vou encontrar-te no jardim encostada serena no silêncio
a tua pele sorrindo muito depressa dirá que ainda há tempo

há de haver volta
e vou tocar longamente o dentro das tuas pernas 
há de haver volta
e no escuro de um cinema clandestino qualquer
o galope do teu peito depressa dirá que ainda há tempo

há de haver volta
e vou encontrar-te na solidão de uma rua sem nome
há de haver volta
e no frio punhal da madrugada longa
o teu abraço depressa dirá que ainda há tempo

há de haver volta
e o homem que já não sou ainda te quer
há de haver volta

no escuro da distância os teus olhos ainda dançam nos meus.

ainda há tempo.

RM
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