Rewind

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

és tu|

És tu quem trago presa no fundo do olhar
E é teu o céu que senti nascer-me nas veias
És tu quem sinto no meu peito passar
No fogo da saudade que incendeias

Rodam as horas no vazio dos ossos e da voz
E lembro-te no reflexo do dia que se deita
Voltam as horas em para nós
Tudo era uma maré viva e perfeita 

Teus beijos foram frutos por colher
E minha pele uma Primavera tardia
O desejo era a vertigem do anoitecer
Dormindo sobre uma promessa de magia

Trago as tuas mãos ainda dobradas nas minhas
E tudo é ainda uma alameda de regressos doces
Trago ainda no rosto as linhas em que adivinhas
Tudo quanto eu queria que tu fosses

RM




Enviar um comentário