Rewind

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mãe,

Que flores são as desta Primavera
Em que o perfume do tempo se demora
Em tudo vive a promessa que fizera 
De nunca querer ir embora

Há sonhos que dançam na luz do que vivemos
E um abrigo nasce sempre na pele do teu abraço 
Haverá infinito no caminho que faremos
Se é a ti que eu levo a cada passo

Que solidão na madrugada romperemos
Para juntos inventarmos um regresso
Que diálogo feliz retomaremos
Em que a verdade é tudo o que confesso

Há em mim alegria ao fim de cada dia
Por dormir sob o tecto de luz que tu seguras
No rosto de cada manhã que principia
És sempre tu, inteira, que perduras

RM




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