Rewind

segunda-feira, 17 de junho de 2013

tu|

Sai-te do peito um mar infinito de luz
E tua boca é poema eterno que respira
Sai-te dos olhos um fogo que reluz
E tua imagem é o ar que o mar inspira

Sai-te do corpo uma exclamação intensa
E teu contorno é enseada eterna que sossega
Sai-te da pele uma labareda imensa
E o meu corpo inteiro não te nega

Sai-te do ventre uma valsa acelerada
E teus dedos são ondas de um mar eterno que se ergue
Sai-te da saliva uma jura incendiada
Até que teu corpo enfim sossegue

RM
Enviar um comentário