Rewind

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Arqueologia do amor

Quero-te mais do que posso. Quero-te mais do que me deixa o ar. Quero mais do que me deixa a vida. Continuarei a amar-te por todas as curvas do tempo. E quando o Mundo se esquecer de nós, porque temos de o deixar e não o podemos visitar, como a um velho triste num banco de jardim, gravarei o nome do nosso amor no tronco de todas as àrvores. Gravarei fundo o teu nome bem junto ao meu na pele de todas as àrvores.
E mesmo que o Mundo caia e todas as copas verdes, um dia, desabem até à última, o nosso amor será o ar e a terra com cheiro a "para sempre" e sabor a pele quente. O nosso amor será sempre. E soará sempre a nós a quem o descubra, bem fundo na terra, com raízes mais fundas que o próprio ser. Um amor daqui. Deste Mundo que só tem o nosso nome. Para lembrar a quem o descobrir que o amor é isso mesmo: terra e ar em cada um dos poros, em todos eles. A nascer todos os dias. Mesmo sem nós.
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