Rewind

sábado, 11 de janeiro de 2014

quase tu|

É quase tua boca a poesia de uma folha de Outono que se deita
E é quase teu o brilho das coisas que acordam para a luz no dia
És quase tu na doçura quente e perfeita
Da memória das palavras que dizia 

É quase teu ventre a areia das dunas que se enlaçam
E é quase teu o brilho da cidade que desperta
És quase tu no rumor dos ventos que aqui passam
Como numa sina longa e certa

É quase tua a vertigem do horizonte que me chama
E é quase teu o desejo infinito de regresso
És quase tu no vidro do mar que se inflama
Ao ouvir-me no peito o que confesso

És quase tu nas flores que nascem do teu nome
E é quase teu o luar da noite que começa
És quase tu no fundo aceso desta fome
Que morre na luz do teu corpo que regressa

RM





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