Rewind

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

nos teus dedos|

Nos teus dedos, o fogo último do dia
E no silêncio em que te escondes, a nudez do teu olhar
Eram medos tudo o que o teu corpo despia
Era tudo fome nessa forma de amar

Nos teus dedos, a pontuação assustada da vida
E no escuro da noite, vou morar-te a solidão
Tudo é uma valsa doce e repetida
Em que, sorrindo, te dou a mão

Nos teus dedos, todas as cartas inventadas
E no colo de um abraço, vou roubar-te os segredos
Tudo é a memória dos beijos que me davas
Em que o amor era o antídoto dos medos

RM
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