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domingo, 14 de abril de 2013

as árvores sem nome|

As árvores sem nome são braços na tarde em que demoras
São a sombra da rua vazia esperando teus passos
E do céu que suspenso empalidece os contornos nus da tua ausência

As árvores sem nome são o tempo gasto e desabitado
Essa morada aberta que aguarda teus olhos
Para que o fogo se erga e brilhe na noite funda

As árvores sem nome são a saudade multiplicada mil vezes
Mil vezes adormecida com sonhos de amanhã
Em que serena chegasses num silêncio de sorrisos

As árvores sem nome são uma aridez imensa
Asa quebrada e voo abandonado
Porque lhes falta o tecto que és tu

As ávores sem nome são o grito calado que estala nos ossos
A incompletude das coisas adiadas
Como navios de cinza pedindo mar

As árvores sem nome são gente de costas para o sonho
Luzes que afogam e não brilham
Seara queimada se não descansas teu corpo

As árvores sem nome são apenas isso e nada mais 
Se faltas às flores por florir
Se faltas aos meus braços estendidos
Negando a terra onde os sonhos se abrigam para crescer.

RM



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