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sexta-feira, 26 de abril de 2013

hei-de encontrar-te|

Avô,

Hei-de encontrar-te num céu qualquer
E esse céu há-de ser do verde dos campos
Com dias longos e preguiçosos
Espigueiros solitários e fartos
E luz nos tanques como olhos felizes

Hei-de encontrar-te num céu qualquer
Em que a pedra dos muros seja um abraço
E a distância não more nos caminhos

Hei-de encontrar-te num céu qualquer
Porque a saudade é como pele que me sobra
E vida que não chega para esquecer

Hei-de encontrar-te num céu qualquer
E os altares serão o colo dos montes
Em que juntos fiquemos a ver

A luz que desmaia lá ao longe

RM

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